Quinta-feira, 15 de dezembro de 2016 - 06h56

247 – Ao analisar o fracasso do governo Temer, o jornalista Paulo Nogueira, editor do DCM, conclui que a mídia tem sido incapaz de construir uma imagem positiva do político que entrará para a história como traidor e usurpador.
"Ela destroi, mas não constroi. Um poder de destruição avassalador, mas impotência total na construção. A maldição fica clara quando você examina o que foi feito de Dilma e o que está sendo feito com Temer. As companhias jornalísticas acabaram com Dilma. Reduziram-na a nada. Inventaram uma mulher que era analfabeta, incompetente, grosseira e, sobretudo, corrupta", diz ele.
"Agora considere Temer. A mesma mídia que liquidou Dilma tentou fazer dele um estadista. Seu português era impecável, ao contrário da mulher de dois neurônios. Suas mesóclises, prova de cultivo e erudição. Foi tratado também como um mestre da articulação política. Um dos colunistas do Globo, Ricardo Noblat, chegou a elogiar a beleza de Temer."
"A realidade logo se incumbiria de desfazer a miragem na qual a mídia queria que os brasileiros acreditassem. O Temer real era e é este que está aí: covarde até para enfrentar a possibilidade de vaias, inepto para liderar o país num momento de extrema turbulência, carisma zero — isso tudo e mais de 40 citações numa única delação."
Leia a íntegra no DCM.
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