Quinta-feira, 27 de agosto de 2015 - 08h12
Desde a sua construção vieram milhares de trabalhadores de mais de 52 duas nacionalidades contribuir para cada metro construído entre os trechos de Porto Velho a Guajará-Mirim/RO.
Hoje o que se vê é total abandono e descaso por quem deveria cuidar ou zelar: “Gestores Públicos, Entidades Civis e a Sociedade”. Esses três pilares são fundamentais para que se dê um novo rumo a esse mega empreendimento do Século XX que resiste até os dias atuais e na época foi considerado a maior obra em construção do mundo, envolvendo diversos magnatas investidores.
Quem deveria cuidar não cuida! Quem deveria zelar não zela! E, quem deveria mantê-la funcionando passa longe disso! Até quando vamos ver a nossa Maria Fumaça e seu Complexo Turístico se enferrujar e ser tomado pelo mato, traças, saqueadores e o pior de tudo a incompetência pública? É passado a hora da sociedade, entidades civis e gestores públicos se unirem e traçar metas com objetivo claros para que possamos dar um novo rumo ao nosso cartão postal que é a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, salvando-a a tempo o pouco que ainda resta da história viva dentro e fora dos Galpões.
“A única solução para revitalizar a EFMM” seria abrir chamamento para a modalidade “concessão pública” e destrinchar todas as possibilidades que poderiam ser exploradas e desenvolvidas turisticamente através do Complexo no centro da capital Porto Velho para que Grupos empresariais do Brasil ou de outros países possam se interessar e concorrer a diversos setores tais como: “bares, lanchonetes, restaurantes, passeio de trem, passeio de barco, mirante, estacionamento, área de exposição e eventos, lojas de artesanato, centro de atendimento, segurança, museu, atividades recreativas entre muitos outros serviços afins” e com concessão de uso da área por pelo menos 25 anos, podendo ser prorrogado para que investidores tenham interesse em recuperar a tempo o que está por se ruir.
Desta forma o Estado e Município incentivariam a geração de emprego e renda através do “Fomento da Atividade do Turismo na Região” – uma das que mais crescem anualmente no mundo e na América Latina – a exemplo os países vizinhos como Peru, Chile e Argentina. Sem falar que isso faria a população a voltar a freqüentar esse espaço público levando seus filhos, familiares e visitantes que vem à nossa cidade, passando a resgatar o que hoje não temos na capital que é tão sonhada qualidade de vida em ambientes públicos. “Isso já acontece em outras cidades como em Foz do Iguaçu que tem um Parque Nacional gerido pelo ICMBio e na forma de Concessão Pública autoriza diversos Grupos empresariais a explorar diversas atividades ligada ao setor do turismo de forma organizada”, diz Saulo Giordane, turismólogo.
Com certeza seria o fim desse jogo de “espera-espera” e em menos de 10 anos iríamos ver uma nova Madeira-Mamoré na qual traria mais orgulho do que vergonha para a população, levantando nossa auto-estima e a valorização do Patrimônio Público que hoje se arrasta entra gestor sai gestor e nada acontece de positivo.
FONTE: Turº Saulo Giordane
Domingo, 7 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
Saúde estadual – a tragédia anunciada
A crise que se instalou no sistema de saúde de Rondônia é mais antiga do que o Código de Hamurabi. Lembro-me que, em outubro de 1994, matéria do ext

Alemanha perde para Portugal a corrida ao Conselho de Segurança da ONU
Parabéns a Portugal e a Paulo Rangel pelo sucesso da eleiçãoPortugal conseguiu um lugar como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU

Cai N’Água: Uma História de Amor Não Correspondido
O Cai N’Água continua sendo cantado pela boemia como se fosse um altar romântico da vida ribeirinha. Mas basta chegar perto para perceber que o enca

A cantilena demagógica da transposição
Não sei você, mas eu não suporto mais ouvir essa conversa mole de transposição de servidores do ex-Território de Rondônia para os quadros da União.
Domingo, 7 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)