Sábado, 25 de junho de 2016 - 07h58

Por Fernando Brito, do Tijolaço - A entrevista de Rodrigo Janot ao The Washington Post, reproduzida pelo Yahoo, foi, em geral, sóbria e equilibrada.
Com um trecho que deveria fazer muita gente dobrar a língua: "todas as investigações relacionadas à Petrobras, suborno e corrupção não comprometem a presidenta Dilma".
E outro, em que era prudente ter ficado calado: "Eu mantenho uma pistola por minha mesa de cabeceira, com três cartuchos carregados com 14 balas em cada um."
Bravata feia, Dr, Janot.
Em primeiro lugar, a esta altura, o senhor deveria estar – e deve estar, mesmo – contando com proteção policial 24 horas por dia, saiba ou não de ameaças.
Se sabe, então, é pior ainda, porque deveria estar procedendo judicialmente contra quem as faz ou insinua.
Em segundo lugar, que anunciar que está com uma pistola e um paiol de munição na mesa de cabeceira é de uma tolice sem par, algo que só serve para informar um suposto possível autor de atentado e dificultar reação a ele.
Se alguém pensa em atacá-lo, agora tem uma vantagem dada assim, de graça. Vai saber que não pode deixa-lo reagir.
O senhor é Procurador Geral da República, não Wyatt Earp, um cowboy que dá cem tiros de uma vez. Nem o Brasil um OK Corral.
Este tipo de arroto de valentia só expõe uma instituição que deveria se pautar pela prudência e pelo recato, agindo quando tem de agir e calando sobre todo o resto.
E não pretendendo ser uma corporação de valentes arrogantes. Valentia é fazer o que se tem de fazer, não gargantear.
É como aquela cena ridícula em que ele segura um cartaz dizendo ser ele a esperança do Brasil.
Sábado, 6 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
Saúde estadual – a tragédia anunciada
A crise que se instalou no sistema de saúde de Rondônia é mais antiga do que o Código de Hamurabi. Lembro-me que, em outubro de 1994, matéria do ext

Alemanha perde para Portugal a corrida ao Conselho de Segurança da ONU
Parabéns a Portugal e a Paulo Rangel pelo sucesso da eleiçãoPortugal conseguiu um lugar como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU

Cai N’Água: Uma História de Amor Não Correspondido
O Cai N’Água continua sendo cantado pela boemia como se fosse um altar romântico da vida ribeirinha. Mas basta chegar perto para perceber que o enca

A cantilena demagógica da transposição
Não sei você, mas eu não suporto mais ouvir essa conversa mole de transposição de servidores do ex-Território de Rondônia para os quadros da União.
Sábado, 6 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)