Quinta-feira, 11 de novembro de 2021 - 15h31

Embalado por uma pesquisa do Instituto Phoenix, que assegura uma
avaliação positiva do seu governo acima de setenta por cento, o prefeito de
Porto Velho, Hildon Chaves, aparece nas conversas de bastidores como forte
candidato à sucessão do governado de Rondônia em 2022. Essa provavelmente seja
a maior avaliação do tucano desde que ele chegou ao palácio Tancredo Neves. Ainda
de acordo com os mesmos observadores, o sucesso da empreitada, porém, estaria
vinculado a escolha do vice.
Na hipótese de Hildon resolver entrar na briga pelo comando do
Estado, convém pensar com muito cuidado sobre o assunto. Esse negócio de
aceitar companheiro de chapa por mero capricho ou devaneio de cúpula partidária
não é conduta ajuizada. Apesar de respeitar os que consideram o candidato a
vice uma figura decorativa, insinuando que sua indicação em nada contribui na
decisão do eleitor, discordo, e por vários motivos, entre eles: 1) - um vice
ficha limpa, com predicados de idealismo, transmite credibilidade a chapa e
segurança ao eleitor; 2) - deixa o titular menos suscetível aos ataques da
artilharia inimiga durante a campanha eleitoral; 3) - ajuda o titular na
condução dos negócios públicos, conversando com a sociedade e somando forças
com o governante. É só observar a conduta serena e equilibrada do vice-prefeito
Mauricio Carvalho; e 4) – pode parecer redundante, mas não custa salientar que,
na ausência do titular, quem assume é o vice.
Até as convenções partidárias, muito água correrá debaixo da
ponte. Quem fala em disputar o governo, hoje, amanhã poderá mudar de ideia, resolver
concorrer ao Senado, à Câmara dos Deputados, ou vice versa. Certo mesmo é que,
enquanto caem os índices de avaliação negativa do governo Hildon, sobem os
números que auferem a popularidade do tucano, cuja aprovação supera os setenta
por cento, segundo o Instituto Phoenix, índice esse capaz de deixar muitos
políticos morrendo de inveja. Que o prefeito aproveite o momento mais que
propicio para levar à prática obras e serviços de que tanto a população precisa
– alguns inadiáveis.
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