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Perdão, Brasil!


Perdão, Brasil! - Gente de Opinião

A QUEM COMETE ERROS cabe pedir perdão por eles. Mesmo achando que ser perdoado é uma concessão que estimula a novos erros — pedir perdão, porém, é o que resta a quem errou e tem caráter. Por isso peço, simbolicamente, ao povo do meu amado Brasil que, mesmo sem que eu mereça, perdoe-me pelo desatino que cometi: votei no Lula para presidir o Brasil.

Ao demonstrar esse arrependimento, junto-me aos milhares de brasileiros (entre eles, o escritor Paulo Coelho, alguns órgão da mídia, sindicalistas etc.) que cometeram a mesma falha e, agora, caíram na dura realidade das consequências do  ato e se declararam publicamente com remorso pelo voto que deram para Lula.

O que mais me incomoda quanto a esse erro é o fato de que uma pessoa como eu, na terceira idade, consequentemente com muita experiência de vida, com boa formação acadêmica, cair na nostalgia da burrice de votar no candidato que protagonizou, com seu partido, a maior corrupção da  história brasileira. Entreguei ouro aos bandidos, mal acompanhado por outros milhões de enganados.

À corrupção praticada por essa gente, que desviou dos nossos cofres bilhões de reais, como demonstrou a Operação Lava Jato de modo inquestionável através da confissão de seus réus, soma-se à defesa esquerdista de uma ideologia que não compatibiliza o discurso com o que efetivamente pratica. Mais ainda: seu comandante em chefe, Lula, nutre explicita simpatia, a ponto de querer se tornar como eles, por ditadores que levaram desgraça ao povo que governam. Inclusive anda dizendo, aos berros roucos, que nenhum de seus assessores pode falar em nome dele, que tudo tem que passar por ele, ou seja: no seu governo manda quem pode, ele, somente ele, e obedece que tem cabeça, ou seja, os demais. Expressão essa que contextualiza o jeito de ser de ditadores juramentados

Megalomaníaco, Lula quer ser um líder da esquerda que vá além nossas fronteiras geográficas e, nos momentos de alucinação, acha ainda que terá prestígio mundial nessa posição. Inclusive, recentemente, teve a pretensão de contribuir com a pacificação da guerra entre a Rússia e a Ucrânia ousando se ombrear, nessa briga de cachorro grande, com os presidentes das maiores potências mundiais. KKK!

Como se isso e outras coisas, trágicas e cômicas, mais não bastassem, Lula foi claro ao dizer que seu critério de escolha para os cargos de seu governo é o político. Todo mundo minimamente esclarecido sabe que esse é, sem dúvida, o pior critério  para que se faça qualquer coisa competente. Méritos intelectuais, experiência específica e outros atributos indispensáveis balizadores de competência não contam para ele. Aí eu lhes pergunto: como é que alguém com um perfil assim, assessorado por muitas pessoas despreparadas para a função (adoradores do poder são carentes de autocrítica), pode levar a bom termo o que conduzem?

Enfim, para botar logo um ponto final nesse pedido de perdão, visto que só o fato de lembrar da bobagem que fiz ao votar do dito cujo, já estou com o estômago ardendo e com vontade de vomitar. Não vou nem esmiunçar os motivos que têm levado o governo em questão a querer evitar que sejam apurado os fatos acontecidos no dia 8 de janeiro deste ano. Essa posição desabonadora, por óbvio, nos leva a crer que não há interesse em mostrar a verdade que tanto queremos conhecer. Por que seria, hein? 

Portanto, mesmo não merecendo, imploro ao povo brasileiro, ou pelo menos aos meus familiares e amigos, que me perdoem pela minha maldita decisão. O mesmo peço, endossando o arrependimento de muitos, que eles também sejam perdoados, desde que se juntem àqueles que verdadeiramente querem o melhor para o Brasil, e que  ponham suas inteligências e tudo que puderem fazer legalmente para ajudar nosso país a se ver livre dessa cambada que aí está a causar prejuízos que, ante a gravidade,  podem ser irreparáveis.

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