Terça-feira, 23 de fevereiro de 2021 - 11h31

A Comissão de Ética da
Assembleia Legislativa de Rondônia ainda não deu a palavra final sobre o caso
envolvendo um dos membros daquela Casa de Leis flagrado em vídeo pela Polícia
Federal colocando maços de dinheiro dentro de uma sacola de lixo. Trata-se de
episódio grave que não pode, sob qualquer pretexto, acabar esquecido numa
dessas gavetas da burocracia oficial, apesar de, em questões dessa natureza, sempre
existir alguém disposto a tentar obstar a trajetória dos acontecimentos,
achando que todo mundo é idiota. Ledo engano.
A população está com a
paciência saturada com esse tipo de coisa. Da parte da ALE-RO, não se
justificaria eventual omissão, tampouco aproveitaria aquela Casa deixar fato de
extrema gravidade cair no esquecimento, considerando que o assunto envolve
questão da maior relevância politica e moral. Evitar a apuração seria
simplesmente passar recibo. Logo, não restará aquele Poder outro caminho senão apurar
a situação até as últimas consequências. Levá-lo em banho maria apenas passaria
a sociedade a péssima impressão de que o Poder Legislativo estaria alheia aos
acontecimentos, o que, em tese, só contribuiria para reduzir ainda mais o
conceito de que desfruta junto a opinião pública. E isso seria atirar no
próprio pé.
Longe de mim, contudo,
pretender apontar o dedo na direção de ninguém, mas é pela sua formação e pela
qualificação intrínseca de seus dotes morais que a mulher é virtuosa e se torna
merecedora da admiração e do apreço geral como uma verdadeira dama, assim,
também, precisa ser o politico. Desgraçadamente, nem sempre a teoria chega à
prática na arte de lidar com os assuntos da coisa publica. É por esse motivo
(entre outros) que a atividade politica se tornou malvista aos olhos de muitos,
que passaram a nivelar o politico por baixo, com os indivíduos de má-fama que
se servem desse meio, o que é um erro. É inegável a importância do politico
para que haja quem lide com as coisas da politica e, por conseguinte, encontre
os caminhos de como tratar atividade pública, mas é preciso que as coisas sejam
feitas com seriedade e transparência. Aguardemos, pois, as providências da
ALE-RO.
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