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A popularidade de Hildon o credencia a alçar voos mais altos


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

Poucos prefeitos tiveram o privilégio de chegar tão alto em matéria de popularidade quanto o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, a ponto de ocupar lugar de destaque no ranking dos melhores do país. Afinal, setenta e cinco por cento de aceitação popular não é para qualquer um. O escolhido precisa reunir um conjunto de atributos indeléveis como seriedade, competência e transparência no trato dos negócios públicos, entre outras qualidades.

Arrisco-me a dizer que o ex-prefeito Chiquilito Erse bateu todos os recordes de aprovação população nas duas oportunidades em que administrou o município de Porto Velho. Embalado pelas obras do PC, que transformaram Porto Velho num canteiro de obras, o ex-prefeito Roberto Sobrinho conquistou a simpatia de muitos portovelhense, chegando, inclusive, a ser apontado como uma das personalidades mais influentes do Estado de Rondônia, mas aí explodiu o escândalo da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano (EMDUR) que o mandou para a cadeia e, de quebra, ainda triturou sua popularidade, de  maneira que Sobrinho não conseguir se eleger nem para guarda de quarteirão, com todo respeito aos que exercem essa importante profissão.

Alguns podem até considerar exagero de minha parte, mas eu não deixaria o ex-prefeito José Guedes fora da galeria dos melhores que passaram pelo Palácio Tancredo, por vários motivos. Enumerá-los, portanto, seria cansativo, porém faço questão de realçar seu tirocínio e extraordinário zelo no trato dos recursos públicos. Sua administração teve problemas? Claro! Não há obra humana perfeita. Aliás, só Deus é perfeito. Mas não se pode negar que Guedes entrou e saiu pela porta da frente, de cabeça erguida, sem carregar nenhuma nódoa em sua biografia como cidadão e político probo.

Hildon Chaves desfruta hoje de popularidade invejável. Isso não se discute. É fato. Qual político não gostaria de estar em seu lugar? Tamanha aceitação popular o credencia a brigar pelo governo de Rondônia, ou até por uma vaga no Senado, mas ele sabe que, para chegar tão longe, vai precisar conquistar o eleitor do interior, sem o qual jamais alcançará sucesso em suas pretensões políticas.  

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