Quinta-feira, 15 de março de 2018 - 21h15

Rio 247 - O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) afirmou nesta quinta-feira (15) que o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) na noite de quarta-feira (14), juntamente com o motorista Anderson Gomes, deve servir de alerta para a sociedade brasileira reagir com firmeza à escalada da barbárie e do fascismo no País.
"Neste momento de dor, devemos todos nos mirar no exemplo e na trajetória de vida de Marielle e reunir forças para resistir, o medo não pode nos paralisar", afirmou o parlamentar, que integrará a Comissão Externa da Câmara dos Deputados que vai acompanhar as investigações sobre o crime.
Marielle foi morta dentro um carro, na região central do Rio. As investigações iniciais apontaram que ela não tinha o hábito de andar no banco traseiro do carro, mas ela estava no banco traseiro quando o crime ocorreu, o que levar a crer que os criminosos já vinham observando a vereadora. A Polícia também acredita que o assassinos seguiram a parlamentar por cerca de quatro quilômetros. Eles efetuaram os disparos cerca de dois metros do carro onde estava a parlamentar.
Segundo o congressista, a execução de Marielle não pode ser em vão, pois ela atuava de forma exemplar na luta por uma sociedade sem preconceitos, mais justa, solidária e com justiça social. "Podem querer nos tentar calar com atos bárbaros como a execução de Marielle, isso é típico do fascismo. Mas em todo o mundo onde o fascismo surgiu, foi enfrentado e derrubado com a resistência dos democratas e progressistas. Hoje, mais do que nunca os brasileiros precisam resistir".
"Que assim como a vida, a morte de Marielle se torne um impulso da luta contra o extermínio da população pobre e negra no Brasil, da violência contra a mulher e contra o fascismo que já se instalou por aqui", disse Wadih. "Que essa trajetória de vida belíssima nos sirva de exemplo e coragem para seguir lutando e que a indignação contra essa tragédia possa servir para alterar essa lamentável conjuntura".
O parlamentar do PT fez questão de dizer que a morte de Marielle e do motorista Anderson Pedro Gomes devem ficar na "cota da política desastrosa de Temer, Moreira Franco, Rede Globo e outros deletérios personagens da atual quadra da vida brasileira que, ao mesmo tempo em que aprofundam fossos sociais com a retirada criminosa de direitos de milhões de pessoas, irresponsavelmente tentam transformar a tragédia social do Rio de Janeiro em caso de espetacularização midiática".
Para Wadih, as execuções do dia 14 de março "retiraram o véu que tenta encobrir a farsa da intervenção militar no Estado do Rio de Janeiro e farão refluir o discurso do ódio que prega a morte, praticado por protofascistas como Bolsonaros e outros trágicos exemplos desses tempos". Mas alertou: "Refluirá por alguns dias apenas, no entanto, se não formos capazes de transformar a indignação em ação".
*Com informações do PT na Câmara
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