Quinta-feira, 30 de junho de 2022 - 16h07

Que o povo tem a sua força numa democracia é algo que há muito tempo está enraizado no imaginário social, e que não deixa de ser uma verdade, porém, em termos práticos, muitos são os obstáculos que impedem a participação popular no jogo do poder político. Exemplo disso pode ser observado na campanha eleitoral à presidência da República.
De tempos a este, criou-se a falsa ideia de que o bem-estar de uma sociedade depende, exclusivamente, do aparecimento de algum tipo de super-herói, alguém com virtudes suficientes para conduzir o povo a um destino melhor, quando muita gente sabe que tudo isso não passa de pura balela, uma tremenda enrolação para engrupir a consciência de meia dúzia de incautos.
Não é preciso ser nenhum especialista em coisa nenhuma para saber que a melhoria da qualidade de vida de uma nação está intimamente vinculada à maneira como ela se comporta diante de seus representantes nos três níveis de poder: municipal, estadual e federal. Isso é fato. O resto é conversa mole de político espertalhão, ou, então, de bajulador contumaz acostumado às delícias do poder.
Aproveito que estamos vivendo uma temporada de campanha
eleitoral para lembrar ao eleitor uma tese abraçada e difundida por muitos
políticos, principalmente nessa época, de que os fins justificam os meios, e
ponto final, não importando as armas usadas na contenda. Por conta disso,
pipocam as alianças esdrúxulas e os discursos inócuos, completamente divorciados
da realidade social, cabendo ao eleitor a responsabilidade de estabelecer, nas
urnas, uma postura aguda, nesse momento em que está sendo chamado a participar
de mais um dever cívico.
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