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A banalização na concessão de Títulos de Cidadão Honorário


Valdemir Caldas - Gente de Opinião
Valdemir Caldas

A concessão de Títulos de Cidadão Honorário tornou-se, de tempos a este, algo banal por parte de algumas casas legislativas. A atribuição de um Título de Cidadão, aqui e em qualquer outro lugar, fundamenta-se, sobretudo, na existência de gestos e obras que, de alguma maneira, contribuíram ou contribuam para o desenvolvimento e bem-estar coletivo.

Como em outras instituições, supõe-se que é assim que ocorre tanto na Assembleia Legislativa de Rondônia quanto na Câmara Municipal de Porto Velho, ou seja, o agraciado há que ter marcado sua participação nos esforços destinados a obter os resultados que os poderes perseguem.

Tempos atrás, li na imprensa que a ALE-RO teria aprovado a outorga do Título de Cidadão de Rondônia ao senhor Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, por relevantes serviços prestados ao Estado. Quantos gestos altaneiros foram manifestados pela autoridade israelense por meio de ações que ajudaram direto ou indiretamente o estado e, principalmente, o sofrido povo de Rondônia? Com a palavra, o autor da proposição.

A Câmara Municipal de Porto Velho, por sua vez, não tem economizado na distribuição de Títulos de Cidadão Honorário. Algumas pessoas realmente merecem receber um Título de Cidadão, pois praticaram atos de relevante interesse social em favor da população do Estado de Rondônia e, de modo especial, da cidade de Porto Velho, mesmo não sendo naturais deste lugar, mas não faz o menor sentido outorgar um Título de Cidadão Honorário a alguém só porque o autor da proposta é amigo do agraciado. 

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