Terça-feira, 1 de abril de 2008 - 07h12
O rio Negro pode apresentar cheia de até 29,32 metros em 2008. O alerta foi dado ontem (31) pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), em coletiva à imprensa. Somente em março a elevação das águas do rio já atingiu 26,38 metros. Segundo o chefe de divisão de meteriologia da Amazônia Ocidental, Ricardo De La Rosa, neste mês as chuvas já atingiram 400 mm, cerca de 20 a 25% acima da média do período. De La Rosa informou ainda que a Amazônia Ocidental terá um período de 40 a 45 dias de chuvas fortes, o que vai afetar ainda mais a subida dos rios. Um dos locais mais afetados pelas chuvas será o município de Manicoré, a 333 km de Manaus, por via fluvial. “Essas chuvas recorrentes nesse período são causadas pelo comportamento dos oceanos com o fenômeno La Niña”, explicou.
Manaus, os bairros mais afetados pelas cheias serão aqueles localizados nas proximidades do Igarapé do 40, no Centro e Igarapé São Francisco, na zona Sul da cidade. De acordo com o superintendente do CPRM, Marcos Oliveira, os dados são preocupantes. “Solicitaremos da prefeitura o cadastro de residências localizadas em áreas alagáveis de Manaus para elaborar um relatório. Isso deve ajudar as autoridades com as medidas que devem ser adotadas e evitar sofrimentos para a população da cidade”, disse. As informação apresentas em documento com 75 dias de antecedência, serão encaminhadas também a órgão federais e governamentais para que medidas preventivas sejam adotadas. O CPMR possui 16 estações em todo o estado. Em Manaus, localiza-se no Porto, com um aparelho que mede a subida das águas. O secretário de Defesa Civil, Alexandre Barbosa, informou que, com base nos dados apresentados, o órgão planejará medidas a serem adotadas em casos de emergência em Manaus. Os moradores em áreas de risco serão alertados. A maior cheia do rio Negro foi registrada em 1953, quando grande parte da área central de Manaus ficou alagada. A menor cheia aconteceu em 1926. Em 2005, ao contrário de 2008, houve uma das maiores secas da Amazônia, o que matou milhares de peixes e causou prejuízo à navegação nos rios da região.
Fonte: Daniel Panobianco - Amazônia ao vivo
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