Sexta-feira, 10 de abril de 2026 - 14h08

Estudantes do Ensino
Médio com Mediação Tecnológica da rede pública estadual de Rondônia
conquistaram vagas no curso de Medicina em universidades públicas após
participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nos últimos ciclos
avaliativos. O programa MedTec, desenvolvido pela
Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e ofertado na Mediação Tecnológica,
tem como objetivo atender localidades de difícil acesso à oferta educacional.
Utilizando
a transmissão de aulas a partir de estúdios, o programa MedTec
conta com suporte de recursos digitais, atendendo estudantes de
áreas rurais, ribeirinhas, indígenas e quilombolas, que têm acesso ao conteúdo
educacional de forma presencial nas unidades escolares. O formato promove
flexibilidade e autonomia, incentivando a participação ativa dos alunos por
meio de práticas pedagógicas, como o Momento Interativo, que consiste em
atividades orientadas pelos professores de estúdios.
O
governador de Rondônia, Marcos Rocha, salientou a importância dos investimentos
do governo em políticas públicas educacionais que ampliem o acesso ao ensino.
“A mediação tecnológica tem levado educação de qualidade a regiões onde o
ensino presencial enfrenta limitações, garantindo que estudantes tenham
oportunidades reais de alcançar seus objetivos acadêmicos e profissionais.”
ROTINA
DE ESTUDOS
Entre
os destaques está Luiz Fernando Kaxarari, de 19 anos, da Escola Estadual Jayme
Peixoto de Alencar, sob a jurisdição da Superintendência Regional de
Educação de Extrema, aprovado em Medicina na Universidade Federal de Rondônia
(Unir), em Porto Velho, em sua primeira participação no Enem. O estudante
relata que manteve uma rotina de estudos baseada na constância, com o uso de
apostilas, videoaulas e resolução de exercícios, principalmente nas áreas de
maior dificuldade. “Minha rotina de estudos não era perfeita, mas eu sempre
tentava manter uma constância. Estudava pelo notebook, organizava um cronograma
e focava mais nas matérias que eu tinha dificuldade”, destacou. Sobre a
mediação tecnológica, ele afirmou que o modelo contribuiu para sua autonomia.
“Eu podia estudar no meu ritmo, pausar, voltar e revisar quantas vezes fosse
necessário”.

A
estudante Naiany Vitória Santos, de 18 anos, da Escola Estadual Alberto
Nepomuceno/Extensão Escola Amigos do Campo, sob a jurisdição da
Superintendência Regional de Educação de Machadinho d’Oeste, foi aprovada em
Medicina na Universidade Federal de Catalão (UFCAT), em Goiás, em sua segunda
participação no Enem. Inicialmente, sua rotina de estudos limitava-se às aulas
escolares, mas foi ampliada com estudos em casa, no período noturno e aos
finais de semana, com foco na resolução de questões. “Quando decidi fazer o
Enem para alcançar meu objetivo, passei a estudar também em casa, à noite e nos
finais de semana, tendo como método as questões objetivas”, relatou.
ACESSO
A PROFESSORES E CONTEÚDOS
Ádina
Natiele, de 19 anos, da Escola Estadual Ricardo Catanhede/Extensão Vinicius de
Moraes, sob a jurisdição da Superintendência Regional de Educação de Ariquemes,
conquistou vaga na Unir, em Porto Velho. A estudante destacou que conciliava as
aulas com uma rotina de estudos em casa, incluindo treinos de redação, leitura
e resolução de provas anteriores. “Mantinha uma rotina diária de preparação,
com revisões periódicas e análise dos erros. A Mediação Tecnológica me
proporcionou acesso a professores e conteúdos que contribuíram para o meu
desenvolvimento”, afirmou.
O
titular da Seduc, Massud Badra, ressaltou o papel da iniciativa na
democratização do ensino. “O resultado dos estudantes reforça o compromisso da
gestão estadual em assegurar oportunidades de aprendizagem em todo o estado. A
Mediação Tecnológica tem sido uma ferramenta importante para fortalecer o
ensino, apoiar a preparação para o Enem e contribuir para que mais jovens
alcancem o ingresso no ensino superior.”
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