Sexta-feira, 3 de janeiro de 2014 - 15h42
Vinício Carrilho Martinez[1]
Palavras-chave: Estado Moderno; Estado Pós-Moderno; Modernidade Tardia; A Sagrada Família de Gaudí.
Mundo Insólito
Muitas coisas são insólitas nos tempos atuais. Contudo, se pensarmos bem, será que um dia foram menos irreais e insuetas ou desajustadas? O mito, por exemplo, alguém acredita no Mito do Boto? E no Mito do Estado? O mito remete ao passado, como uma forma de narrar fatos e acontecimentos, na busca de explicações, mas sem a racionalidade necessária e com a qual nos habituamos na vida moderna.
Mas, o que é o passado? Certamente, não é coisa de museu e nem tampouco o passado é uma roupa velha que não serve mais. O passado vivo é aquele vivido com virtuosismo (de virtus): como um passado vivificado, não é reificado (petrificado), nem glorificado (talvez glorioso), nem glamourizado, nem mitológico[2].
Uma colônia moderna
A modernidade se caracterizou por nos ensinar a mirar o futuro[3]. Havia um sentimento negativo, anteriormente, como se a modernidade sem as tradições fosse pejorativa. Em seguida, já no século XVII, trocamos o antiqua (passado) pelo novo e moderno. O mundo modernus agora é sinônimo do que é hodierno (hodie = hoje). No século XX – mesmo com as decepções e promessas descumpridas –, o projeto da modernidade se efetivou como o conhecemos atualmente: modernidade, novidade, atualidade.
Porém, sem promessas para o futuro, a Modernidade Tardia se limita à instantaneidade, ao consumo imediato da novidade. Se no latim antigo da modernitatis o novo era suspeito, sem respeito e até ameaçador, no mundo modernus não há espaço para o que não seja efetivamente novo: novas tecnologias; nova geração. Só não se admite o que possa vir “de novo”; pois, não se quer a repetição do mesmo. Esta talvez seja a principal mudança ocorrida em três séculos. Clique AQUI e leia artigo completo em PDF.
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