Quinta-feira, 26 de setembro de 2013 - 11h01

A multidão à frente, são crianças e jovens que vão e vem pela rua Farquar – saindo da Escola Carmela Dutra em direção à pracinha que tem os boxes de lanches. No geral, os carros param para que atravessem. Contudo, como vem e vão insistentemente, muitas vezes, os carros freiam em cima do pedestre.
Hoje vi um caminhão de transporte de bois travar suas rodas e ainda assim parar em cima da faixa. Duas meninas e outros meninos corriam de um lado a outro. Foi por muito pouco. Um pouco de água na pista ou pneus carecas e a desgraça estaria estampada no asfalto. Me dói na alma só de pensar naquelas crianças seriamente machucadas. Confesso que se isso acontecesse na minha frente seria a primeira testemunha contra o poder público.
Falamos sempre da Prefeitura (e é certo que se faça isso), mas onde está o Ministério Público? Será que nenhum(a) promotor(a) passou por ali no horário de entrada e saída da escola? Ou será que passaram e acharam tudo muito natural? Nós fazemos concurso público para ganhar bons salários e bons salários atraem bons servidores públicos – mas também dá tempo de cumprir a missão destacada pelo povo na Constituição Política.
Outra pergunta que tenho a fazer é simples: por que tantos famosos “amarelinhos” – diga-se que multando carros estacionados na Rua Calama, depois das seis e meia da tarde (ou noite) – e nenhum ali, orientando os carros e a formação de filas para as crianças passarem? Bastaria um amarelinho, vermelhinho, azulzinho ou até rosinha. Não importa. Apenas um trabalhando e não multando seria suficiente.
Aliás, a coisa é tão infame que outro dia fui ao Banco do Brasil, na Calama, e um desses amarelinhos disse ao taxista que ele não poderia parar na calçada rebaixada nem mesmo para que eu descesse, com muletas e tudo mais.
A calçada rebaixada tem um desenho de cadeira de rodas. Nem isso comoveu a inteligência inflexível do amarelinho e do seu superior que, certamente, deve tê-lo orientado a ter pouca inteligência na hora de abordar as pessoas. Digo por mim, pelo que vi e aconteceu comigo. Essa passou.
Minha conclusão, infelizmente, é que pagamos impostos para que os tais amarelinhos apenas apliquem multas em gente sem risco (Calama, às seis da tarde? É piada) e não se observa nenhuma consistência no serviço público.
As pessoas tinham pré-conceito na época da eleição do poder municipal, diziam que a mesmice e a calmaria na fala seria o aviso do dia seguinte. Hoje começo a formar o chamado pós-conceito. E não surge nada bonito.
Vinício Carrilho Martinez
Professor Adjunto III da Universidade Federal de Rondônia - UFRO
Departamento de Ciências Jurídicas/DCJ
Pós-Doutor em Educação e em Ciências Sociais
Doutor pela Universidade de São Paulo
Quarta-feira, 3 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
O capitalismo é contraditório e isso significa dizer que produz uma ciência capaz de reduzir a fome, combater as letalidades naturais, ao me

O Bom Senso e o efeito extrator do senso comum
Esse é um dos temas da aula de hoje, na pós-graduação. Porém, note-se que se trata de um fenômeno social, cultural, que está presente na vid

Uma epistemologia política - necessária, obrigatória, ao Brasil de 2026
Educação crítica Assim como a violência social, e mais especificamente a violência escolar, outro enorme desafio para quem é profissional da educa

Ester Dias da Silva Batista – mestranda do PPGCTS/UFSCar O que fazer para alavancar a pesquisa, o Pensamento Científico, a inclusão, democratização
Quarta-feira, 3 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)