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Silvio Persivo

Dois jogos de um gol só


Dois jogos de um gol só  - Gente de Opinião

Fechando a segunda rodada do grupo L, em Toronto, seria esperado que a Croácia mandasse no jogo, mas não foi o que se viu. O Panamá teve a posse de bola, criou opções no ataque e incomodou a construção croata. E tiveram a primeira grande chance.  Aos 15 minutos, Murillo em profundidade pela direita, foi ao fundo e cruzou forte na pequena área. Fajardo foi na bola e não conseguiu finalizar. Depois chegaram a carimbar o travessão, numa jogada com impedimento. Depois da hidratação, os croatas assumiram a posse.  Pouco fizeram e só deram trabalho ao goleiro adversário aos 45 minutos. Baturina na entrada da área, puxou para a perna direita e finalizou no cantinho. Mosquera espalmou. Por outro lado, os panamenhos adotaram um ataque mais direto, veloz, e foram superiores no primeiro tempo. No segundo tempo ambos os times cometeram muitos erros no meio-campo. Fizeram poucas jogadas até que Stanisic avançou pela direita, tabelou com Pasalic, foi ao fundo e cruzou, na segunda trave. A bola passou pelo goleiro, e Budimir apareceu para completar para as redes. Depois do gol, os panamenhos se lançaram ao ataque, e os croatas tiveram novas chances que não transformaram em gol. A pressão foi grande, mas não surtiu o efeito e nem mudou o placar. O goleiro Livakovic foi quem garantiu a vitória da Croácia diante do Panamá. No segundo tempo, fez, pelo menos, três defesas para parar o adversário. Pelo grupo K, a Colômbia começou contra o RD Congo dominando as ações, com posse de bola e até conseguindo dar muitos chutes defendidos por Mpasi. James, Puerta, Luis Díaz, Muñoz, todos tiveram chances de abrir o placar sem sucesso.  A RD Congo teve muita dificuldade para propor o jogo e desperdiçou as poucas vezes que teve. No segundo tempo a toada parecia a mesma e até, depois da hidratação, o Congo vivia seu melhor momento quando, aos 30 minutos, Quintero deu um passe para Córdoba, que fez o corta luz, com a bola sobrando no bico da área para D. Muñoz bater e a bola desviar em Kapuadi e passar pelo goleiro: 1x0. Colômbia até que, enfim, abriu o ferrolho congolês. A Colômbia ficou melhor e Díaz fez dois gols anulados. No fim Congo foi para cima e quase marca. Porém, a eficiência de seus atacantes deixava muito a desejar. Vargas só uma vez teve que defender. E foi só. A Colômbia conseguiu o que Portugal não conseguiu, porém demonstrou mais fragilidade.

(*) Um Estranho no Ninho (https://spersivo.blogspot.com/). 

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