Quarta-feira, 18 de novembro de 2009 - 12h37
Eles lutam contra paralisia infantil, desnutrição, mortalidades infantil e materna. Em Rondônia, categoria recebe abaixo do mínimo e, em Brasília, mais de R$ 900.
MONTEZUMA CRUZ
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BRASÍLIA – Maria Rosa, 37, veio de Goiás, Osvaldo Carmo, de Minas Gerais. Puxam o cordão de pelo menos oitocentos agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, acampados há três dias na Câmara dos Deputados para reivindicar a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 391/09. Com a PEC, eles terão direito a um piso salarial e ao plano de carreira da categoria. “O que pretendemos é cuidar melhor da saúde preventiva da população, mas para isso precisamos a garantia de sobreviver com dignidade”, comenta Antonia Gladis Santos.
Gladis está esperançosa pela aprovação da PEC, que corrigiria uma dura realidade para um contingente formado por mais de trezentos mil profissionais em atividade no País, sem ter ao menos o adicional de insalubridade. “Nós somos responsáveis pela redução dos índices nacionais de paralisia infantil, desnutrição, mortalidades infantil e materna, pela cobertura de vacinação e por outros resultados positivos para a saúde brasileira”, ela diz.
A mobilização dos agentes na capital do País é apoiada pela Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (Conascs) e pelas federações estaduais. Há três dias, jovens e adultos trajando o uniforme de campanha espalham-se pelos corredores e visitam plenários da Câmara, onde distribuem panfletos com um resumo da situação da categoria.
Mesmo com movimento intenso, por conta da presença de prefeitos e dirigentes de órgãos públicos que acertam o encaminhamento de emendas ao Orçamento Geral da União para 2009, os militantes pela aprovação da PEC conseguem ser ouvidos.
Quanto custa um agente?
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Mais de trezentos de agentes de saúde de diversos estados exibem panfletos nos quais relatam o mecanismo de suas contratações e o custo de cada servidor aos municípios /MONTEZUMA CRUZ |
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