Quarta-feira, 9 de novembro de 2016 - 16h24
Prevenção e tratamento de lesão por pressão baseados em evidências, mobilizam cerca de 200 profissionais da rede estadual de saúde e da atenção primária, no 1º Seminário de Segurança do Paciente (NSP), na sede do Conselho Regional de Medicina.
“O diálogo está aberto para a criação de estratégias que diminuam o número de lesões por pressão, porque eles causam superlotação, diminuem a qualidade de vida do usuário e oneram o Sistema de Saúde”, disse a diretora-adjunta do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, Joelma Sampaio.
A antiga terminologia úlcera por pressão foi alterada em 13 de abril deste ano pelo National Pressure Ulcer Advisory [Painel Consultivo Nacional de Úlceras de Pressão].
Lesão por pressão decorre da falta de suprimento de oxigênio e nutrientes nos tecidos. Ela se dá devido a pressão que os tecidos moles sofrem junto à uma proeminência óssea por longos períodos. Isso leva a isquemia local, edema, ativação dos mediadores de inflamação e por fim, morte celular.
“Mas ela pode ser evitada com prevenção e curativos bem feitos”, comentou Patrícia Oliveira da Silva Queiroz, integrante do NSP.
“No seminário serão alinhadas medidas que melhorem a prevenção”, anunciou a coordenadora do NSP, Francisca Nogueira Borges.
Para o médico Felipe Loiola, também integrante desse núcleo, a reincidência pode ser evitada, desde que “acompanhada por atenção resolutiva na atenção primária”. Aí, conforme explicou, devem atuar permanentemente unidades municipais de saúde, formadoras da atenção primária.
Loiola lembrou que o Setor de Acolhimento do HB, onde trabalham dez pessoas, tem verificado o nível de lesão dos pacientes e de quais unidades procedem.
Segundo Patrícia Queiroz, as práticas poderão mudar, respeitando-se o monitoramento feito entre abril e outubro no hospital. “Num dos casos, uma paciente teve lesão isquiática [no nervo ciático], foi internada, reinternada, sofreu mais duas lesões e na terceira internação teve outra, na região sacral”.
“O debate dessa realidade do HB também permitirá à classe médica, enfermeiros, atendentes e estudantes perceberem, por si, só aspectos interessantes para assistência segura ao paciente na rede de urgência e emergência, e assim ela se fortalece”, explicou Patrícia.
JÁ ERA CONHECIDA
A sobrecarga hospitalar já havia sido detectada e debatida anteriormente, a partir de ações educativas integradas, nas quais foram propostos debates e atualização a respeito da segurança do paciente.
A situação agravou-se de algum tempo para cá, devido à superlotação de pacientes no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, não apenas procedentes da Capital e do interior de Rondônia, mas de estados vizinhos [Acre, Amazonas e Mato Grosso] e até da Bolívia.
No caso de pacientes atendidos em casa pelo Serviço de Atendimento Médico Domiciliar (SAMD), o NSP recomenda o máximo acompanhamento pela família “para que as lesões não evoluam”. Ao mesmo tempo, pede total atenção às orientações recebidas no que diz respeito à necessidade de material e insumos para tratamento de cada caso.
“O monitoramento é diário e o que mais está impactando são os pacientes em domicílio que voltam ao hospital”, alertou o médico Felipe Loiola.
PALESTRANTES
O debate identificará situações gerais de pacientes, melhoria de comunicação entre profissionais de saúde, uso segura de medicação, higiene, necessidade de cirurgia, riscos em geral.
As palestras no seminário serão feitas pelos seguintes profissionais: Joelma Sampaio, professora, professora e mestre, diretora-adjunta de HB; Patrícia Queiroz, membro do NSP do hospital; Vivian Susi de Assis Canizares, professora, enfermeira e doutora, membro do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Rondônia.
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Fonte
Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Ésio Mendes
Secom - Governo de Rondônia
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