Sexta-feira, 13 de abril de 2012 - 17h19
![]() |
|
Correção de objetivos, organização e avanço na conquista do espaço política: mulheres indígenas elegem nova coordenação e reafirmam sua luta /A CRÍTICA |
MONTEZUMA CRUZ
Editor de Amazônias
A União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (Umiab) elegeu Raquel Munduruku sua nova coordenadora por quatro anos. Participaram do ato, em Manaus (AM), 40 delegadas de estados amazônicos, à exceção do Maranhão e do Amapá, que não puderam enviar representantes. A escolha de Raquel ocorreu depois de dois anos de debates a respeito das instâncias de representatividade e de espaços políticos que devem ser ocupados pelas mulheres.
Demonstrando confiança na competência das companheiras, a coordenadora sugeriu “deixar para trás a fase difícil vivida pela Umiab”, comprometendo-se a um trabalho de resultados. “Juntas, vamos pisar com força e alcançar aquilo de sonhamos, que lutamos para alcançar.” Em seguida, demonstrou a maneira como pretende atuar: “Não me sinto coordenadora geral, mas um membro da coordenação; ajudaremos umas às outras e espero que todas estejam prontas para isso.”
Rosimeire Arapasso foi eleita vice-coordenadora, Olga Macuxi será tesoureira, Fátima Sateré Mawé será vice-tesoureira, Mariazinha Baré, secretária, Jeyci Mura, vice, e Justina Tikuna, presidente do Conselho Deliberativo e Fiscal.
Para a vice-coordenadora da Umiab, Rosimeire Arapasso, o aprendizado vai assegurar o êxito da coordenação: “Apoiaremos a coordenação, fazendo essa ponte de acompanhar mais de perto as situações; vamos completando o nosso conhecimento, fico agradecida e feliz.” Prometeu cobranças na atualização dos contatos, uma das razões do sucesso de qualquer movimento.
O coordenador geral da Comissão das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Marcos Apurinã, elogiou o “protagonismo das mulheres indígenas”: “O importante é que elas concluíram mais um passo; agora, é preciso buscar o entendimento, pois o barco é um só e cada qual tem que pegar o remo e ajudar a navegar.”
A vice-coordenadora da Coiab, Sônia Guajajara, falou em renovação e reafirmou seu apoio para a conquista do espaço político. Pouco depois do 3º Encontro de Mulheres Indígenas da Amazônia, em 2009, na Aldeia São José (território do Povo Krikati, no Maranhão), surgiu uma organização autônoma de mulheres dispostas a atuar com independência. A União nasceu do Departamento de Mulheres da Coiab, coordenado por Maria Miquelina Machado Tukano.
Mulheres indígenas pedem respeito
Quinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)
Quando assassinado, Agenor de Carvalho era o secretário geral do MDB, que inteira 60 anos
Homem simples, solidário com a pobreza e prático em suas ações, o advogado Agenor Martins de Carvalho, teve a sua vida interrompida pelo jaguncismo

MDB governou Rondônia cinco vezes
No cômputo geral, em seis décadas de história, o Movimento Democrático Nacional (MDB) obteve em Rondônia vitórias que o colocaram na vanguarda polít

Ícone da luta contra a ditadura, Jerônimo Santana ecoava em Brasília a voz dos desvalidos
Há capítulos da história dos 60 anos do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) que prosseguem atualmente com a marca de protagonistas pioneiros, ent

Governo de Rondônia vai arrecadar glebas devolutas
Na antevéspera das eleições gerais no País, o Governo de Rondônia fará a primeira arrecadação “sumária e administrativa” de terras devolutas após a
Quinta-feira, 4 de junho de 2026 | Porto Velho (RO)