Segunda-feira, 9 de março de 2009 - 06h48
Vândalos picham locomotiva e furtam peças na fronteira Brasil-Bolívia
XICO NERY
Agência Amazônia
GUAJARÁ-MIRIM, Rondônia – Considerada o último símbolo maior da lendária Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM), construída por ingleses no século passado, a velha locomotiva maria-fumaça (a vapor) ao lado da antiga estação de trem não escapou ilesa das ações maldosas de um grupo de vândalos que pichou a cidade no carnaval deste ano. Não há reação popular, e o pior, nenhuma autoridade toma providências, a não ser a polícia civil, que tem problemas mais graves a solucionar.
Na avaliação do ex-representante comercial e presidente do Diretório do Partido Popular Socialista, Inácio Furtado, 66 anos, o resultado desse tipo de atentado ao patrimônio cultural e histórico de Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia, a 366 quilômetros de Porto Velho, “são pichações grosseiras sem qualquer expressão”.
“Os vândalos não distinguem o que são imóveis particulares dos públicos que fazem parte do acervo cultural, histórico e artístico nacional”, lamentou Furtado. Um universitário disse à Agência Amazônia que a sociedade local já se cansou de esperar providências de prefeitos e não tem mais esperança em que o Ministério da Cultura "possa enxergar Guajará-Mirim".
No caso da locomotiva, hoje, praticamente abandonada na área da antiga Estação Central de trens – a conhecida Praça dos Pioneiros – o espaço escolhido pelos pichadores foi o da caldeira e a cabine
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| Ao lado estação, o lixo amontoado / XICO NERY |
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| Interior do museu esquecido pelos prefeitos e pelos governos / M. CRUZ |
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| Igreja de Santa Rita: furtada / XICO NERY |
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O MUSEU DE GUAJARÁ-MIRIM, NO INÍCIO DE 2008 |
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