Terça-feira, 28 de junho de 2011 - 15h48
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MONTEZUMA CRUZ
Editor de Amazônias
Do prédio público às escolas, postes de iluminação, delegacias de polícia e biroscas, espalharam mais de 500 mil cartazes com apelo do governador de Rondônia, coronel Jorge Teixeira de Oliveira em favor dos candidatos do PDS. O carro-chefe era formado por Claudionor Couto Roriz, Odacir Soares Rodrigues e Reinaldo Galvão Modesto, todos eleitos senadores, os primeiros do novo estado.
Quinze de outubro de 1982: Ajude o Teixeirão a ganhar a eleição; Vote no PDS; Ele merece. Essas eram as frases dos cartazes coloridos gigantes com fotos de Teixeirão, que já circulavam havia um mês quando o advogado e candidato a deputado estadual Tomás Correia (PMDB) resolveu encaminhar representação no Tribunal Regional Eleitoral, denunciando o abuso.
Tomás pretendia o impossível: o recolhimento dos cartazes, das barrancas do Rio Madeira ao Cabixi. Queria a todo custo que a Justiça Eleitoral, sem as mínimas condições, enfrentasse a azeitada máquina administrativa e os tanques de guerra do partido governista num campo minadíssimo.
Na representação ele sustentava ter examinado a ata do PDS homologando seus candidatos, mas não encontrava os nomes de Jorge Teixeira ou Teixeirão como pretendente a algum cargo eletivo. “O uso dos cartazes estampando a fotografia do governador fatalmente irá confundir o eleitor, levando-o a votar em quem não é candidato”, ele argumentava.
Em 24 de outubro Tomás acusava o governador de abuso de poder, “ao usar órgãos públicos em favor dos candidatos do PDS”. A essa altura, carros oficiais e aviões eram vistos transportando candidatos e cabos eleitorais por todos os quadrantes rondonienses.
Nada adiantou o esperneio peemedebista. O material fora levado para todas as cidades do interior e distribuído também nos locais de difícil acesso. De estratégia em estratégia, abusando aqui e acolá, o PDS começava a vencer as primeiras eleições estaduais.
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