Quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017 - 22h01

As aulas começaram no município de Ariquemes (RO) e o prefeito Thiago Flores (PMDB), segue se negando a acabar com a polêmica que prejudica alunos da rede municipal de ensino.
O problema vem desde agosto de 2016, quando o prefeito anterior decidiu não utilizar livros que tratem da diversidade familiar, tema de fundamental importância para a compreensão da realidade social, pois tem como pano de fundo o hipossexualismo.

Ao assumir o cargo, Flores atendeu solicitação de 8 dos 13 vereadores que decidiram suprimir páginas dos livros com o tema, antes de distribuir nas escolas.
O Ministério Público propôs um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para impedir que a prefeitura autorizasse suprimir páginas ou retirar das escolas da rede municipal de Educação, Livros Didáticos destinados a alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental e que contenham matéria que possam ser entendidas como “Ideologia de Gênero”.
Em nota, o MP informou que a intenção era chamar a atenção do prefeito para “assegurar o fundamento constitucional da promoção da igualdade e da sociedade livre de qualquer preconceito”, mas ele se recusou a assinar.
Na página da prefeitura, Thiago Flores prometeu anunciar o que faria com os livros antes do início das aulas, o que até o momento não ocorreu.
“Fui legitimamente eleito para governar o município pelos próximos quatro anos. A solução deste impasse será tomada no âmbito da Prefeitura e devidamente comunicada ao Ministério Público até o dia 02 de fevereiro”, declarou o prefeito em nota.
Ele alega que agiu democraticamente ao submeter a decisão à Câmara de Vereadores e que a maioria da população apoia a destruição das páginas que falam dos diversos modelos familiares.
A representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Rondônia, Rosimeire Luciene, reafirma o posicionamento do Sintero contra a supressão de páginas e contra a retirada dos livros.
“Nem todos se submeteram, cerca de 18 das 26 escolas municipais adotaram os livros, mas apenas algumas utilizaram e nenhuma escola estadual deixou de usá-los, em 2016”.
O prefeito que deveria se opor a atitude de preconceito e discriminação dos vereadores e não se esquivar jogando a responsabilidade a eles, não falou mais sobre o assunto nas redes sociais, ferramenta que utiliza com frequência pra mostrar por onde anda e o que faz.
Thiago Flores foi eleito com 58% dos votos e na campanha eleitoral foi apelidado de ‘delegato’, pois é delegado de polícia civil.
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