Terça-feira, 6 de fevereiro de 2018 - 05h16

No Rondônia Dinâmica, por Vinicius Canova – Não posso tirar do petebista Roberto Jefferson a qualidade convincente de sua oratória apurada, rebuscada, técnica, dramática e objetiva.
O homem que entoou ter tirado a roupa do Rei expondo os fariseus à nação brasileira à época do Mensalão fez o que todo político de reputação destroçada costuma fazer: caiu atirando. E por incrível que pareça, funcionou.
Após cumprir sua pena, regressou ao cenário das grandes discussões nacionais angariando ainda mais respeito e admiração de quem passou a adotar a concepção de que o monopólio da corrupção é patrimônio exclusivo do PT e das demais células da esquerda.
Com isso, empresta diuturnamente sua garbosa retórica à blindagem promovida ao tacanho governo de outra raposa velha: o inescrupuloso Michel Temer (MDB).
Temer tenta até agora, sem sucesso, elevar a filha de Jefferson ao status de ministra do Trabalho em sua gestão ilegítima; não o fez ainda por intervenção de um grupo de advogados que, através da Justiça, barrou os intentos da deputada federal Cristiane Brasil, também do PTB, e do próprio presidente maleiro.
No último domingo (04) o Fantástico, da Rede Globo, expôs mais picaretagens atribuídas a Cristine – muito além das denúncias que deixaram claros os motivos pelos quais a congressista jamais, em hipótese alguma, poderia assumir o Ministério do Trabalho (ou qualquer outro).
Sem contar, obviamente, a pior das máculas aventadas até então: o suposto envolvimento com o tráfico de drogas imbuído de finalidades exclusivamente eleitoreiras.
O dominical, no entanto, deu maior repercussão às ameaças promovidas por Cristiane a servidores públicos a fim de obter votos quando, em 2014, comandava a Secretaria Especial do Envelhecimento Saudável e da Qualidade de Vida na Prefeitura do Rio de Janeiro.
Sem herdar a vocação do pai para o discurso, a moça apela logo a baixarias. O melhor (?) trecho é quando diz sem vergonha alguma:
“Olha que poder de convencimento essa frase tem! Pro marido: “Meu querido, vai querer pagar minhas calcinhas? Então me ajude”, apela a fim de desenhar um quadro de terror e desemprego diante dos funcionários presentes.
Natural que Cristine pense assim e aja com tamanho despudor. No Brasil agora afônico que a abraça e ainda concede o nome às suas credenciais, o obtuso tornou-se aceitável, desde que os déspotas sejam de direita e rezem, rigorosamente, a cartilha do autoproclamado cidadão de bem.
Meu querido, resignados com tanta esculhambação pagamos não só as calcinhas da deputada, mas também – e principalmente – o preço de uma letargia conveniente e permissiva a colocar todas as nossas convicções contra a parede.
Eis a fatura do Brasil de Cristiane. Não esqueça os 10%!
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