Segunda-feira, 7 de agosto de 2017 - 21h23

Fico observando articulistas mais experientes dando corda pra Ivo Cassol, senador condenado à espera do julgamento de um recurso adiado com pedido de vistas que vai decidir só a redução ou não da pena.
Ele adora parecer forte e encontra brecha na mídia pra fortalecer essa imagem.
Cassol como candidato ao governo do estado ou estratégia pra fazer campanha e em cima da hora lançar a irmã, Jaqueline Cassol?
Nem uma coisa, nem outra.
Na última eleição, o que vimos foram as duas candidatas de Ivo Cassol serem massacradas nas urnas.
A irmã teve 15,11% dos votos na disputa ao governo, pouco mais de 121 mil votos no terceiro lugar.
E a esposa Ivone idem, terceira posição tentando uma vaga ao senado.
De lá pra cá, a imagem do ex-governador só ficou mais suja.
Por que agora, com Cassol ainda mais desgastado por problemas com a justiça e por apoiar as reformas nefastas do governo golpista como a trabalhista, revelaria força política?
Cassol é um dos piores políticos que já aportaram em Rondônia. Acumulou riqueza e retribuiu com vergonha.
A ficha dele no levantamento da Revista Congresso em Foco não deixa dúvidas.
“Primeiro senador condenado pelo Supremo, em agosto de 2013, foi sentenciado a quatro anos e oito meses de prisão, em regime semiaberto, e multa de R$ 201 mil. Quatro anos depois, o ex-governador de Rondônia ainda recorre da condenação, em liberdade e no pleno exercício do mandato. O parlamentar, inclusive, preside a poderosa Comissão de Agricultura do Senado. Sua condenação vem da ação penal 565, por crime contra a Lei de Licitações. Segundo os ministros do Supremo, ele direcionou licitações a cinco empresas de conhecidos na década de 1990, quando era prefeito de Rolim de Moura. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já pediu a perda do mandato e a prisão do senador. O STF interrompeu o julgamento do último recurso de Cassol em 2016.
Ele também é réu em outras duas ações penais (562 e 891), por calúnia e corrupção eleitoral, e é alvo de cinco inquéritos (3158, 2828, 3614, 3820 e 4411), por peculato, improbidade administrativa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e crimes contra o sistema financeiro e contra a Lei de Licitações.”
Tá na hora de reduzir e não ampliar a imagem de Cassol, uma figura “trepidante e dinamitosa” da política rondoniense como diria o personagem Odorico Paraguassu, ao típico botocudo espertalhão que chegou longe e se perdeu.
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