Domingo, 21 de junho de 2015 - 09h01

Ceron,
a patinha feia
A privatização das Centrais Elétricas de Rondônia-Ceron voltou à pauta do governo brasileiro e tanto a Ceron como várias outras empresas de distribuição de energia do país já estão prontas para serem leiloadas e repassadas para a iniciativa privada. Começa a contagem regressiva para encontrar algum “pato”.
Quem assumir o controle acionário da empresa local, que também acabou na vala comum por interferência de políticos rondonienses corruptos e incompetentes – a mesma coisa ocorreu na Caerd, CMR, Beron e Lotoro – vai constatar rapidamente na fria que se meteu.
São milhares e milhares de “rabichos” improvisados no município de Porto Velho. São incontáveis ligações clandestinas, centenas de gatos instalados inclusive pela classe média acostumada a burlar a lei em água e energia e que também previsivelmente tentará fazer o mesmo com as ligações futuras de domiciliares de esgoto.
Caberá a empresa que adquirir a Ceron, dançar com a mais feia do baile, ou seja, descascar uma montoeira de abacaxis.
Saga haitiana
No meio de semana um comboio de haitianos passou por Porto Velho em direção aos estados do Sudeste e Sul do País. A novidade é que São Paulo voltou a aceitar sua cota de imigrantes, depois de fazer um jogo de empurra para Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. Mas a falta de estrutura e planejamento para a imigração pouco mudou. Não bastasse, rola racismo.
A pesquisa
Já se sabe que um Instituto de pesquisas trabalha na primeira sondagem para as eleições municipais no ano que vem em Porto Velho. Foram colocados mais de uma dezena de possíveis pretendentes na consulta, desde o prefeito Mauro Nazif (PSB) a reeleição, passando por nomes considerados de ponta como Mariana Carvalho (PSDB), Lindomar Garçon (PMDB).
Pode piorar
O que já é uma droga pode piorar mais ainda. Já tramita no Congresso Nacional PEC com o propósito de municipalizar a segurança pública em mais uma tentativa da União em atirar para as prefeituras as atribuições do governo federal e dos estados. Enquanto isto nossas fronteiras continuam abertas para o tráfico de drogas e o contrabando de armas.
Mercado de trabalho
O Acre já se apresenta como um bom mercado de trabalho depois da cheia histórica de 2014, gerando mais empregos do que perdeu no primeiro semestre. Já, Rondônia, cantado em verso e prosa por empresários e governantes, “um estado que venceu a crise e que cresce a 10 por cento ao ano”, esta em queda livre. Mais perdeu postos com carteira de trabalho, do que gerou.
Leitura dos números
Mas se for feito um estudo a respeito da crise em Rondônia, será possível constatar que a maior queda do nível de emprego esta concentrada na capital e isto ocorre principalmente na construção civil. Já, o nosso interior movido pelo agronegócio não foi tão atingido pelas vacas magras, muito pelo contrário, a carne, a soja, a madeira, leite e derivados garantem a estabilidade econômica.
Via Direta
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