Quinta-feira, 5 de janeiro de 2017 - 05h02
Bons índices
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O estado de Rondônia larga 2017, mesmo já enfrentando as conseqüências da crise econômica nacional, com bons indicativos comparados com as médias nacionais. O PIB segue crescendo a três por cento ao ano (a média nacional é negativa, quase -2,7) e a taxa de desemprego mantida no patamar de 5 por cento, contra a média nacional de 12%.

A vitalidade econômica do estado passa pelo pagamento em dia do funcionalismo público, operando como um efeito cascata, mas principalmente pela força do agronegócio, que tem na carne e derivados, mais soja e minérios, componentes expressivos no seu desenvolvimento.
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Rondônia, com seus aproximadamente 2 milhões de habitantes, que completou ontem 35 anos de instalação teve no ciclo da construção das usinas de Santo Antonio e Jirau seus melhores dias, se tornando o maior gerador de empregos do país. Na época, o estado chegou a crescer 11 por cento ao ano (recorde nacional de crescimento atingido no primeiro mandato de Confúcio Moura), como ocorria com os chamados tigres asiáticos.
A repercussão
O pacote de medidas emergenciais anunciados pelo prefeito Hildon Chaves (PSDB) teve boa repercussão perante a opinião pública já indicando que ele tem tino voltado a administração. Sua carta de intenções reduziu significativamente o desgaste tão comum aos alcaides quando anunciam o secretariado (muitos aliados que ficam de fora viram inimigo...) e que assumem no período das chuvas.
O marketing
O marketing político comeu solto na posse dos prefeitos em todo País. O paulista João Doria se vestiu de gari, o carioca Marcelo Crivela foi doar sangue, o rondoniense HIldon Chaves doou seus salários para as entidades de caridade. Teve prefeito em Rondônia que assumiu o cargo sem nomear secretários, tocando o barco sozinho. E o que colar, colou, torcida brasileira!
Os fora da lei
Impressiona a força dos políticos fora da lei em Rondônia, onde a moral é tão elástica quanto à de Brasília. Em Ouro Preto o prefeito Alex Testoni enrolado com a justiça, fez o sucessor com um pé nas costas. Em Porto Velho o foragido Carlão de Oliveira emplacou outro filho na política, o vereador Márcio. Em VIlhena os Donadons (Melki, Marcos e Natan) voltaram triunfalmente com a posse de Rosani. Em Cacoal, o ex-deputado Daniel Nery elegeu a esposa Glaucioni e por aí vai...
Mutirão de limpeza
Na próxima semana, a prefeitura de Porto Velho inicia um mutirão de limpeza em todos os quadrantes da cidade, visando desobstruir canais e igarapés e as bocas e lobo e com isto reduzir o drama das alagações que ocorre no inverno amazônico. O período mais intenso das chuvas está chegando e existe também uma clara preocupação com o aumento de casos de dengue, zica, chico etc.
Ralos municipais
O governador Confúcio Moura, que já foi prefeito, deu alguns pitacos para os prefeitos que assumiram dia 1º de janeiro. Segundo ele, os alcaides precisam cuidar de alguns ralos das administrações municipais e citou alguns deles: almoxarifado, energia, farmácia, uso de veículos, combustíveis, telefonia, internet, diárias, combustíveis e até água. Pelo que se vê, na capital, a receita já esta sendo seguida...
Via Direta
*** A bruxa atacou o municipalismo rondoniense. Um prefeito eleito morreu no dia seguinte da posse, outro assumiu sem secretários, sem lenço, sem documento *** E muitos prefeitos eleitos que acreditavam que teriam no governo estadual um porto seguro para pagar as dívidas, mas caíram do cavalo *** Choro e ranger de dentes dos servidores em Porto Velho com o ponto eletrônico anunciado por HIldon Chaves.
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