Sexta-feira, 8 de setembro de 2017 - 19h06
O jogo de empurra
Num jogo de empurra entre os prefeitos da capital e os governadores, a construção da nova rodoviária de Porto Velho se arrasta por mais de 20 anos. Na segunda gestão do prefeito Roberto Sobrinho chegou-se a conclusão de que o local poderia ser o mesmo atual e então o início do novo prédio foi iniciado até ser embargado pela justiça.
Passada a segunda gestão do petista de Roberto Sobrinho, repleta de escândalos na EMDUR e até prisão de tantos secretários, veio à administração Mauro Nazif que não assumindo suas obrigações tratou de empurrar a obra para o governo do estado, que passados anos e anos conseguiu realizar um projeto de qualidade e Inexplicavelmente desistiu do novo terminal e transferindo a tarefa para o atual prefeito.
Se Hildon Chaves assumir de verdade a construção da nova rodoviária e começar tudo do ponto de partida, serão mais três anos, ou seja ao final da sua gestão ou na próxima -que veremos o benefício. É Lamentável.
Nosso espaço aéreo
Com o narcotráfico tomando conta de nossas fronteiras, a Força Aérea Brasileira-FAB decidiu ampliar a vigilância do espaço aéreo nas divisas com o Paraguai e a Bolívia. A Operação Ostium é a maior desta modalidade já vista na história para coibir vôos irregulares, possivelmente ligados ao tráfico de drogas.
Iniciada a operação militar com aviões tucanos deve se prolongar até o final do ano com missões equipadas com radares moveis em cidades próximas as fronteiras como Chapecó (SC) e Corumbá (MS). As aeronaves da operação ficarão posicionadas em Cascavel e Foz do Iguaçu (PR) e Dourados (MS).
Participam das ações nas divisas as aeronaves de ataque A-29 Super Tucano, Aviões Radar E-99, e de reconhecimento R35-A e RA 1, aeronaves remotamente controladas (ARPs) RQ-450 e os helicópteros H-60 Bak HawkAH-2 Sabre.
O que não dá para entender é o fato da FAB não posicionar as aeronaves desta operação também em Rondônia aonde os cartéis do narcotráfico e do contrabando têm feito o espaço aéreo de quintal. Com a palavra o Ministério da Defesa.
Recorde nacional
Um dos piores recordes nacionais atribuídos a Rondônia é o desperdício de água tratada em Porto Velho, que somadas às ligações clandestinas, atinge 70 por cento do consumo local. A Companhia de Águas e Esgotos - Caerd, mesmo com este histórico de ineficiência, promete 100 por cento de água encanada para Porto Velho no ano que vem mesmo sem conseguir controlar toda a água que vai para o ralo. Difícil acreditar.
Além de ser perdulária, e manter dezenas de marajás nas suas hostes, historicamente a CAERD não tem cumprido as suas metas em Rondônia. Não tem prestado sequer para consertar vazamentos das tubulações. Temos casos de água escorrendo pelo ralo durante meses até chegar uma equipe da companhia para fazer os reparos.
Sem as condições necessárias para investimentos, a capital pena cm mais da metade da sua população sem água tratada. Pior mesmo ocorre com o esgotamento sanitário, já que a cobertura domiciliar não chega a quatro por cento de ligações.
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