Segunda-feira, 8 de outubro de 2018 - 23h58
Os favoritos tombando
Rondônia vai mantendo a tradição de grandes viradas e com seus favoritos tombando na disputa ao Senado e ao governo do estado. Depois de Ivo Cassol (PP) e Acir Gurgacz (PDT ficarem ao meio do caminho ao longo da campanha, o pleito deste domingo também levou ao chão Maurão de Carvalho (MDB), com o eleitorado remetendo o coronel Marcos Rocha (PSL) para o segundo turno contra Expedito Junior (PSDB), sendo este, largando na ponteira.
Arrisco a experiência dos meus tantos anos de articulista político para prenunciar a queda do último favorito, Expedito Junior, no segundo turno. Sua rejeição é enorme em todo o estado, tem um teto de menos de 32 por cento e um passado de ficha suja pela compra de votos e de negócios de milhões, com sucessivos governos de Rondônia. É o caboclo mamadô. É o chamado político tradicional - e cavalo paraguaio reincidente em antigas jornadas.
Já o coronel Marcos Rocha (PSL), chega chegando com credibilidade, virá para o segundo turno com o apoio do presidenciável fenômeno Jair Bolsonaro e o respaldo de quase todas as alianças partidárias de boa procedência.
Os grandes vencedores

Quero citar como os grandes vencedores da peleja 2018, além do coronel
Marcos Rocha (PSL) que barrou Maurão, três casos especiais:
Primeiramente, Marcos Rogério (DEM), ao Senado, que além de vencer o
canibalismo da região central, numa parada dura com Jesualdo Pires (PSB)
e Carlos Magno (PP), acabou sendo o senador mais votado do estado
inclusive desbancando o favorito para a maior votação, o ex-governador
Confúcio Moura.
O segundo caso, de grande vencedor, é Leo Moraes
(Podemos) que também venceu um duro processo de canibalismo na capital,
derrotando Mariana Carvalho (PSDB) e Mauro Nazif (PSB), se tornando o
deputado federal mais votado e um terrível predador para o atual
prefeito HIldon Chaves (PSDB) para as eleições municipais de 2020. Só
más noticias para os tucanos.
O terceiro caso, de grande vencedor, é
do deputado Lebrão, o mais votado a Assembleia Legislativa do Estado.
Ele tem um trabalho consolidado em todo o interior. Sua votação, além da
sua base, em São Francisco e na região da 429, foi expandida para a
capital e toda a ponta do Abunã.
A tragédia anunciada

Durante
toda a campanha 2018 alertei para o clima anti-Raupp em Rondônia,
puxando as campanhas do candidato ao governo Maurão de Carvalho (MDB) e
do seu parceiro ao Senado Confúcio Moura (MDB) para baixo. Foram duas
jornadas contaminadas pelos Raupps, sendo que Maurão acabou naufragando e
Confúcio, o grande favorito ao Senado quase acabou derrotado para o
bolsonarista Bagatolli.
Com o estigma da Lava a Jato e até de ter
sabotado a construção hospital do Câncer da Amazônia, os Raupps (Valdir
e Marinha) foram desgastados para as urnas. Conseguiram até remendar o
imboglio com o Hospital da Amazônia, mas as seguidas manchetes da
imprensa nacional sobre o envolvimento do clã em situações espúrias
ficaram bem marcadas e o resultado foi à queda de mais dois grandes
favoritos da temporada. Marinha a Câmara dos Deputados e Valdir Raupp ao
Senado.
Ao mesmo tempo, não posso deixar de destacar ainda o
avanço da bancada feminina na Câmara dos Deputados. Pela primeira vez,
teremos três deputadas federais, além de Mariana Carvalho, as novatas
Jaqueline Cassol (PP) e Silvia Cristina (PDT).

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