Sábado, 2 de julho de 2016 - 06h06
O Grito de Socorro
Endividados até o talo, com elevadas taxas de desemprego, obras paralisadas e atingindo o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, os estados do Norte e Nordeste gritam por socorro junto a União. Aproveitam a brecha generosa concedida ao Rio de Janeiro
e o momento da necessidade do presidente interino Michel Temer se afirmar no Palácio do Planalto para obterem recursos.
Na recente carta de socorro, os estados pedem R$ 8 bilhões ao tesouro nacional para recompor recentes perdas do Fundo de Participação dos Estados. O documento tem as assinaturas de 14 governadores, inclusive de Confúcio Moura, de Rondônia, mas não teve o apoio dos governos do Pará e Alagoas.
Os governadores que subscreveram a carta de socorro querem o mesmo tratamento diferenciado atribuído ao Rio de Janeiro para enfrentar as dificuldades financeiras até o fim do ano.
Uma reunião será marcada entre os governadores e o ministro da Fazenda Henrique Meirelles para tratar o assunto em regime de urgência. Como na gestão Temer passa boi, passa boiada...
As primeiras idéias
Com a campanha afunilando e o inicio das convenções partidárias neste mês de julho, começa a pintar as primeiras propostas dos pré-candidatos a prefeitura de Porto Velho. O peemedebista Willians Pimentel defende a implantação de subprefeituras nas regiões mais populosas da cidade, enquanto que o tucano Hildon Chaves sustenta a necessidade de priorizar o saneamento básico, que é dotar a cidade dos sonhados sistemas de água e esgoto.
Já, o postulante do PROS, o experiente ex-senador e ex-prefeito Odacir Soares propõe a inatingível tarifa grátis de transportes coletivos. Léo Moraes (PTB) sustenta a necessidade da geração de emprego e renda constatando o elevado numero de desempregados na capital devido à recessão. Por sua vez, Ribamar Araújo (PR) preocupa-se com o abastecimento e o fortalecimento da agropecuária no município, entre outras.
Enquanto as primeiras propostas vão surgindo, a favorita Mariana Carvalho vai se distanciando ainda mais da peleja 2016. A família busca uma aliança para indicar vice de algum candidato.
A precipitação de Nazif
A impressão que dá é que o prefeito de Porto Velho Mauro Nazif (PSB) quer fazer tudo o que não foi possível fazer em três anos e meio, nos seus últimos seis meses de administração. A constatação é possível ser feita por tantas ordens de serviço assinadas nos últimos dias destinadas à limpeza, pavimentação, drenagem, encascalhamento de estradas rurais, mas algumas obras com prazo de seis meses, portanto só serão concluídas depois de sua gestão.
Com passo de tartaruga no primeiro ano de gestão, mas enfrentando bravamente a enchente histórica de 2013 para 2014, Nazif apressa o passo com vistas ao seu projeto de reeleição. Mas obras de alcance e que poderiam ser exploradas sua mídia, como o terminal de transbordos na última quinta-feira, acabam se transformando em polêmica haja vista os buracos no teto do terminal, a falta de banheiros e até da pavimentação do acesso. Tudo às pressas.
A tarifa única adotada por Nazif, pelo terminal de transbordo, é inédita na capital e pode render mais frutos, mesmo com toda precipitação da inauguração.
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