Sábado, 15 de junho de 2019 - 11h01

É da cultura brasileira, diante de
um problema difícil, adiar a solução criando uma “comissão de alto nível” para
estudá-lo. Depois de um longo e dramático bafafá, a Zona Franca de Manaus já parecia
resolvida, mas agora a Secretaria de Produtividade, Emprego e Competitividade,
de alto nível, propõe o Plano Dubai, que seria a solução final.
A proposta aparece quando não há solução
visível para o mar de confusões que envolvem o núcleo familiar do presidente
Jair Bolsonaro, o contorcionismo do superministro Paulo Guedes para emplacar a
reforma da Previdência sem desidratação.
Bem-intencionado é o mínimo a
dizer sobre o Plano Dubai. Não comete o desatino de acabar com a ZF numa
penada, como Guedes queria. Mas citar as boas intenções é também o máximo a cogitar
sobre o PD, por ora, até que tudo seja medido e pesado para além dos
laboratórios dos técnicos.
Estimular polos econômicos para
que até 2073 às empresas garantam recursos equivalentes aos subsídios hoje
concedidos à ZF sai do imediatismo conjuntural e mira o futuro. Dubai começou a
construir um destino escolhido ao imaginar o que virá quando os recursos
finitos de petróleo e gás acabarem. Fazer o mesmo pela Amazônia e pelo Brasil
parece sensato. Ao debate!
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O encontro
Desafetos políticos na década de
80, os ex-prefeitos de Porto Velho Sebastião Valadares e José Guedes se
encontraram durante a cerimonia de inauguração do Prédio do Relógio, na
sexta-feira, no novo Paço Municipal e aprovaram a reforma do prédio histórico e
a mudança feita pelo atual alcaide que vai valorizar todo o centro histórico.
Valadares se aposentou na política, Guedes ensaia um retorno.
Em Candeias
A eleição suplementar de 7 de
julho em Candeias do Jamari já mobiliza a vizinha comunidade. Estive por lá no
final de semana acompanhando o desempenho do pedetista Valteir que tem a maior
aliança da peleja. O prefeito tampão Lucivaldo Fabricio de Melo (DC) leva peia
dos oposicionistas, mas tem apoio do cacique Garçon. O ex-deputado Ribamar Araujo
espera surprender.
Punhal da traição
Nos meios políticos ainda é comentado
o punhal da traição aplicado pelo ex-tampão Daniel Pereira no seu mentor Mauro Nazif,
atual deputado federal. Quando Pereirinha tinha virado um Mané, depois de
tantas derrotas foi Nazif que o acolheu, indicando para ele ser vice de Confúcio,
promovendo sua ressurreição política. Em troca, como se viu, Nazif foi
apunhalado.
Confronto em 2020
E o traído Mauro Nazif (PSB) e o trairá Pereirinha (Solidariedade) devem se enfrentar na disputa pela prefeitura
de Porto Velho no ano que vem. Pelo que se sabe a ruptura entre os dois foi também
por espaço político. Aliados revelam que
no PSB, Pereirinha não teria como oficializar sua postulação, já que a legenda
é controlada pelos Nazifs Gratidão e lealdade na política são coisas do
passado...
Em Ariquemes
E o Solidariedade, de Pereirinha,
quer firmar o pé no estado conquistando as prefeituras dos principais polos
regionais. Além da capital, onde o próprio ex-governador pode entrar na
paradas, o partido já tem candidato definido em Ariquemes, que é o ex-deputado
estadual Jidaias Tziu. Em Ouro Preto do Oeste o ex-prefeito Carlos Magno. Sindicalistas e cassolistas se uniram no
Solidariedade.
Via Direta
*** A corrida imigratória rondoniense é majoritariamente de trabalhadores da construção civil para os Estados Unidos e de garotas de programa para Portugal e Espanha *** Segue uma tendência dos anos 90 quando a economia estadunidense e ibérica andava bem das pernas *** Enquanto os petistas se descabelam, fazendo tempestade em copo de água, a popularidade do ministro Sérgio Moro continua subindo pelo Brasil afora *** A população ainda fecha com os xerifes, não com os bandidos.
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