Sexta-feira, 6 de janeiro de 2017 - 05h01
Crimes de pistolagem
Lamentavelmente o ano de 2017 começa como foi o de 2016 em Rondônia, com crimes de pistolagem, violência nos presídios, roubos e assaltos nas cidades, a expansão do crime no campo, seja pelas disputas pela terra ou roubo de gado e de equipamentos agrícolas.
A segurança pública é um calcanhar de Aquiles para a administração Confúcio Moura (PMDB) a espera do Plano Nacional de Segurança que não vem, das ações do INCRA com o Programa Terra Legal para trazer a tão desejada paz no campo. Ano após ano a situação de segurança só tem piorado no estado e as providências cabíveis cada vez menores.
O assassinato do ex-prefeito Neuri Persch de Ministro Andreazza é mais um crime brutal da pistolagem rondoniense, até então mais enraizada no cone sul rondoniense e Vale do Jamari. Agora, a Região do Café, que é polarizada por Cacoal e Pimenta Bueno assiste a violência tomar conta.
Rondônia se desenvolve economicamente, mas fica paralisado em indicativos como de segurança pública e saúde, por coincidência hoje problemas que só aumentam em todo País.
O jogo de empurra
Nada mais lamentável que o jogo de empurra entre o governador do estado do Amazonas José Melo e o ministro da Justiça Alexandre Moraes no tocante a chacina de Manaus. De um lado, o governador enfatizando que a falta de proteção as nossas fronteiras contribuí para a explosão do crime organizado e a violência nos presídios, enquanto que o representante do governo Temer alega que o governo do Amazonas tinha informações sobre a eclosão da rebelião, nada fez e deixou de comunicar o problema a esfera federal.
Ao invés de assumirem os erros, nossos governantes covardemente buscam o jogo de empurra. A chacina do Amazonas era uma tragédia anunciada, como foi a do Urso Branco em Rondônia, a das Pedrinhas no Pernambuco onde se constatam celas superlotadas, o domínio do crime organizado e a comunicação farta por telefones entre as facções criminosas para planejar o trafico, assalto a bancos, o contrabando de armas, etc.
Com as facções criminosas em pé de guerra, os presídios brasileiros voltaram a tocar o terror e nossas autoridades se mostram omissas e sem ação.
Fornada ruim
Uma das piores fornadas de prefeitos eleitos em Rondônia encerrou o mandato e passou o bastão para aqueles que assumiram dia 1º de janeiro. Dos principais colégios eleitorais do estado de Rondônia, apenas o reeleito Jesualdo Pires (PSB-Ji-Paraná) sobreviveu, já que colegas como Alex Testoni (PSD- Ouro Preto) e Zé Rover (PP-Vilhena) chegaram até ser presos, enquanto que Padre Franco (PT-Cacoal) e Mauro Nazif (PSB-Porto Velho) passaram as contas deterioradas aos sucessores.
Foi uma das piores gerações de prefeitos da história de Rondônia. Compute-se a renuncia de Cesar Cassol (PP) em Rolim de Moura, que deixou seu substituto em apuros para encerrar o mandato e de municipalidade largadas – caso de Costa Marques – pelos mandatários e com salários atrasados.
Bons prefeitos em Rondônia tradicionalmente se elegem ao Senado e ao governo. Raupp, Bianco, Cassol e Confúcio foram ótimos prefeitos, como Amorim (na primeira gestão) e Melki (também na primeira gestão). Desta nova geração de prefeitos, pelo menos dois projetam esperança de um futuro radioso, além do reeleito Jesualdo: HIldon Chaves em Porto Velho (PSDB) e Thiago Flores (PMDB) em Ariquemes.
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