Sábado, 3 de novembro de 2018 - 20h40

O centenário de Marise
Comemorar o centenário de nascimento da professora Marise Magalhães da Costa Castiel, pioneira da educação em Rondônia, vai além da marca de um século de natalício de uma figura histórica. Quem mergulha na biografia de Marise encontra ali as raízes do empoderamento feminino na Amazônia histórica, em contraponto à origem mitológica da região: as amazonas que combatiam com os homens de igual para igual.
“Amazona” da educação em Rondônia, a professora Marise também merece ser destacada por sua atuação à frente da estrutura básica da cultura regional em formulação integradora com o Sudeste, ao comandar a formação de escolas de samba.
A alegria que a professora Marise imprimia ao seu trabalho de educadora e cidadã envolvida com a cultura deve ser celebrada condignamente em seu centenário. O espírito educador, cultural e ativista da professora histórica não parece ter cem anos. Ao contrário, está adiante de seu tempo, na medida em que hoje a educação está infelizmente oprimida por má qualidade e perseguições aos professores.
Submetidos a violências, e descuido por parte das autoridades, também sofrem incompreensões de pais que por trabalhar o dia todo pretendem que os professores sejam um misto impossível de babás e psicólogos.
Como será?
De Sarney a Lula, de Dilma a Temer imperou o toma lá da cá no Congresso Nacional nas últimas décadas e as indicações políticas dos partidos para rapinar o erário nos ministérios e estatais. Em Rondônia, não foi diferente, de Jerônimo, Piana a Confúcio os deputados estaduais fizeram suas nomeações. Como será isto na era Bolsonaro? Ele e Marcos Rocha sinalizam correção de rumos. Será que terão sucesso?
Só engatinhando
Ao contrário do presidenciável Jair Bolsonaro que já tem esboço quase completo do seu ministério, o governador eleito de Rondônia Marcos Rocha sequer engatinha a relação do seu secretariado. Alguns nomes, no entanto, já são cogitados como o vilhenense Evandro Padovani para a pasta da Agricultura, que teve grande desempenho na gestão Confúcio Moura.
A politização
A Energisa assumiu o controle acionário das cias de energia deficitárias de Rondônia e Acre. As empresas sofriam com administrações sofríveis através indicações políticas em seu comando, ineficiência e incontrolável roubo de energia, os chamados “gatos”. Nos últimos anos a Ceron tinha se transformado em cabide de empregos para petistas e emedebistas e deu no que deu.
Em 9 de dezembro
Para mandatos tampões de quase dois anos, os eleitores de Rolim de Moura e Pimenta Bueno, voltam às urnas diz 9 de dezembro, para eleger os sucessores dos prefeitos cassados nos respectivos municípios. Ao todo quase 70 mil eleitores, nas duas cidades voltadas ao agronegócio, deverão votar e o TRE já está tomando as providências para o registro das candidaturas. Quem se habilita?
Os improváveis
Ninguém apostava um real furado na reeleição de Anderson do Situperon a deputado estadual e de Lúcio Mosquini para deputado federal. No entanto, ambos reafirmaram suas lideranças com todos os méritos. Anderson na capital, ganhando de favoritos como Willians Pimentel, Carlinhos Camurça e Alex Palitot. Mosquini, dando taca na poderosa Marinha Raupp e se consolidando na Bacia Leiteira.
Via Direta

*** Sem recursos e já dentro dos limites
prudenciais da Lei de Responsabilidade Fiscal, o novo governo de
Rondônia vai ter que se espichar para dar conta do recado *** Fala-se na redução de secretarias e de cargos comissionados para a economia de recursos *** De fato, a herança para Marcos Rocha não é das melhores ***
Segue mais um “impeachment” para extorquir o atual prefeito de Porto
Velho – e que não vai dar em nada de novo – segue na Câmara de
Vereadores *** E sempre com os mesmos atores.

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