Domingo, 4 de dezembro de 2016 - 05h04
Em tempos bicudos, com a crise econômica provocando milhões de desempregados, o Congresso Nacional procurou dar bom exemplo reduzindo os subsídios dos congressistas, através de proposta que teve substitutivo aprovado da senadora Regina Souza (PT-PI). O texto já foi aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos e segue a tramitação nas demais comissões técnicas da Casa antes de subir a plenário.
Apresentado ainda em 2015, o projeto na versão original corta o subsídio dos parlamentares em 10% e mantém o valor congelado enquanto vigore qualquer impedimento à concessão de reajustes a servidores públicos. Mas a relatora optou por um substitutivo fixando em R$ 26.723,13 por tempo indeterminado.
Sem dúvida, tratando-se do Congresso Nacional trata-se de uma medida quase inacreditável. Mesmo porque a aprovação da medida terá repercussão em todas as casas legislativas do País, num efeito cascata, porque o subsídio dos membros do Congresso Nacional é referência para a fixação da remuneração dos deputados estaduais, distritais e vereadores. Arre!
Contagem regressiva
Já na contagem regressiva para a troca de comando no Paço Tancredo Neves, o atual prefeito Mauro Nazif (PSB) faz os últimos ajustes para entregar a municipalidade com as contas em dia; e seu sucessor Hildon Chaves (PSDB) se espicha para planejar o futuro diante de uma brusca queda na arrecadação de impostos em Porto Velho nos últimos meses.
Parceria firmada
Para iniciar com o pé direito sua gestão, o prefeito eleito Hildon Chaves deverá apostar numa boa parceria com o governador Confúcio Moura para realizar um grande mutirão de limpeza visando minimizar os efeitos das alagações do inverno amazônico ainda em janeiro. Também rola acordo para a entrega de 31 mil escrituras de terrenos, pavimentação, etc.
Aves de rapina
Já são 28 paridos com representação no Congresso Nacional, sendo 35 legalmente formados atendendo às exigências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e mais 50 legendas com pedidos de regularização. É uma verdadeira farra de partidos criados no Brasil, muitos operando como siglas de aluguel, com seus dirigentes rapinando os fundos partidários.
Voduzando
Os ex-senadores Ernandes Amorim (PTB) e Amir Lando (PMDB) passaram o ano todo voduzando para tomar as cadeiras dos deputados federais Lindomar Garçon (PRB) e Lúcio Mosquini (PMDB) mas até agora não conseguiram nadica de nada. Amorim já tratou de se eleger vereador em Ariquemes e Lando anda sumido do mapa.
A violência
Se em pleno dezembro, quando mais circula dinheiro na praça, o desemprego e a violência tomaram proporções assustadoras em Porto Velho, pode se imaginar como será nos primeiros três meses do ano de 2017, quando no inverno amazônico a economia rondoniense sofre a maior retração. Salve-se quem puder! É faca no pescoço e 38 na cabeça!
Via Direta
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