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Carlos Sperança

Fevereiro marcou o ápice do desgaste do prefeito HIldon - Por Carlos Sperança


O auge do desgaste

O mês de fevereiro marcou o ápice do desgaste do prefeito HIldon Chaves(PSDB) com as alagações expondo a clara necessidade de maciços recursos para obras de macrodrenagem na cidade de Porto Velho que padece deste problema causado pelas chuvas do inverno amazônico desde que foi criada pelos ingleses. Fevereiro acabou com muitos bairros alagados e ruas esburacadas.

As voltas com problemas cruciais como o abastecimento de água e a implantação da rede de esgoto há muito tempo e com o crescimento desordenado da capital direcionado para a região mais baixa da cidade a questão da drenagem ficou mais evidenciada. Na década passada tivemos as sucessivas promessas do então governador Ivo Cassol e do então prefeito Roberto Sobrinho de dotar a cidade de 100 por cento de cobertura de água encanada. Mas a coisa não passou de falácia.

Calcula-se que vão de três a quatro gestões completas no Paço Tancredo Neves para resolver o problema de alagações. O desgaste deste ano será o mesmo nos próximos anos.

Regularização fundiária

Como se sabe, desde dezembro esta em vigor a Medida Provisória editada pelo presidente Michel Temer que trata desde o pagamento por lotes desapropriados do Programa Nacional de Reforma Agrária até a chamada REURB, a Regularização Fundiária Urbana que abrange medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais.

A MP da regularização fundiária ainda precisa ser votada no Congresso Nacional e até agora governo e oposição não acertaram os ponteiros quanto a sua tramitação. Entre idas e vindas, a iniciativa recebeu 732 emendas parlamentares e ainda será analisada por uma comissão mista antes de ser finalmente votada na Câmara dos Deputados e no Senado.

No entendimento do governo, a medida facilita a concessão de títulos de propriedade a famílias de baixa renda. Já os movimentos sociais temem pela regularização de áreas griladas e brigaram pela retirada da MP, quase se chegando a um impasse.

Na semana passada um encontro de governistas e oposicionistas acertou um discussão prévia em torno das polêmicas.

As terras caídas

De dezembro a julho o fenômeno das terras caídas aumenta na região amazônica, com grandes desbarrancamentos em cidades vulneáveis as margens dos Rios Solimões e Madeira (Amazonas e Rondônia). O fenômeno é bem observado no Rio Madeira devido à velocidade da sua correnteza com suas águas que despencam dos Andes.

O evento das terras caídas tem atingido todo ano pelo menos 10 municípios do Amazonas e de Rondônia. Em solo rondoniense o município mais atingido é Porto Velho, em cuja orla tem ocorrido desmoronamentos, como também nos Distritos de Nazaré, São Carlos e Calama.

Com a última grande enchente no Rio Madeira, ocorrida há três anos, a prefeitura de Porto Velho, diante da ameaça de extinção do distrito de São Carlos, chegou a planejar um novo núcleo urbano, mas por falta de recursos o projeto não seguiu em frente e a localidade esta em situação sofrível até hoje.

Como curiosidade, em algumas localidades – caso de Calama - o fenômeno foi atribuído por muitos anos como resultado de confrontos entre sucuris gigantes...

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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