Quinta-feira, 14 de junho de 2018 - 21h30
Amazônia indignada
O governo Michel Temer poderia ter se espelhado em Itamar Franco para pacificar o país, pondo fim ao clima de dissensões improdutivas e de desunião nacional, rescaldo das eleições de 2014. Com gestos de grandeza cabíveis a um estadista, estimulando o debate saudável para proteger o Brasil frente ao contexto caótico de crise mundial, salvaria a política da doença infantil do antagonismo “coxinhas” x “mortadelas”, no qual o debate foi substituído por insultos e deboches.
Ampliando a desilusão com o centro político, Temer e seus ministros permitiram a ascensão dos discursos demagógicos e populistas extremados, piorando ainda mais o clima de rancor entre diferentes setores da sociedade. Conseguiu desagradar campo e cidade.
A última grande trapalhada do insustentável governo Temer foi o decreto 9.394, de 30 de maio, alterando a tabela do IPI. Fez a Amazônia, já atormentada pela campanha encetada no Sudeste contra os incentivos fiscais, tremer de indignação.
O decreto é mais uma consequência desastrosa da greve/locaute dos caminhoneiros. Temer tira dos pobres da floresta para salvar as abaladas finanças da República, frente às quais o andar de cima se protege com o colchão das desigualdades e o de baixo sangra na estagnação.
Nas paradas
O ex-govcrnador Confúcio Moura (MDB) pré-candidato ao Senado não esta dando mole nesta campanha, mesmo considerado o maior favorito da temporada para conquistar uma das duas cadeiras ao Senado. Moura vem ao pleito de outubro junto com sua irmã Claudia Moura disputando uma cadeira á Câmara dos Deputados numa dobradinha familiar.
Briga de clãs
Com Confúcio e a mana Claudia disputando especificamente o Senado e uma cadeira na Câmara Federal se estabeleceu uma peleja entre clãs no MDB, já que o senador Valdir Raupp e a sua esposa deputada federal Marinha disputam a reeleição. Acredita-se nos meios políticos que Confúcio deve levar a melhor sobre Raupp e Marinha ser mais votada que Claudia Moura.
Nas paradas
Todos os indícios apontam que o ex-senador Expedito Junior (PSDB) será o candidato ao governo da poderosa aliança com o senador Ivo Cassol (PP). Para tanto já teria contratado uma conceituada banca de advogados, atenta as críticas nas mídias sociais. Expedito Junior vem com o apoio de Cassol e do prefeito Hildon Chaves nesta empreitada.
Bancas funcionam
Bancas de advogados de primeira linha são importantes e decisivas nas campanhas eleitorais. Nas campanhas de Raupp (94), Bianco (98), Cassol (2002), por exemplo, foram relevantes nas vitórias obtidas, asfixiando as mídias adversárias. E os jornalistas acabaram pagando o pato com tantos processos e interpelações judiciais, também neste ano já em andamento.
Bases rachadas
Vejo os principais candidatos ao governo de Rondônia nesta temporada com suas bases rachadas. Entendo que aquele postulante que conseguir unificar suas bases terá as melhores chances de conquistar o poder no estado. Este é o primeiro desafio para as candidaturas majoritárias. Favoritos históricos em passado recente perderam eleições pelo divisionismo em sujas coalizões.
Via Direta
*** Confúcio está fazendo sua campanha isolado do MDB. Antes só do que mal acompanhado de fichas, né El Carecón? *** Borburinhos nos meios políticos dão conta que Ivo pode trocar de candidato a governo para outubro depois de perceber o punhal da traição de um antigo aliado. *** O novo nome cotado seria Luis Claudio, pitoco e competente *** Mas como Ivo e o antigo aliado vivem entre tapas e beijos ainda podem se engabelar mutuamente...
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