Sábado, 28 de maio de 2016 - 21h02
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A mais feia do baile
Caberá ao sucessor do prefeito Mauro Nazif (PSB) dançar com a mais feia do baile. Do combate as alagações a instalação e funcionamento das redes de água esgoto, da conclusão das obras paradas – como os viadutos – a mobilidade urbana. A falta de soluções para o sistema de transportes coletivos e coleta e lixo serão outros legados, assim como a revisão do Plano Diretor da cidade que até agora não foi concluída pela atual gestão.
Estamos longe de uma nova estação rodoviária cuja questão os sucessivos prefeitos locais tem se omitido. Quem dirá um centro de convenções para fomentar o turismo de negócios e eventos? De pavimentação das ruas a causas locais a urbanização da orla do Rio Madeira, a cidade de Porto Velho ultrapassou os 500 mil habitantes carente de tudo.
A mão grande dos políticos municipais, estaduais e federais tem sido o principal entrave para obras de grande porte como as redes de água. Com superfaturamentos detectados as obras são paralisadas causando grandes prejuízos ao erário.
Aliança Lava Jato
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O governo Michel Temer é formado majoritariamente pelos dois partidos (PMDB e PP) mais envolvidos com a Operação Lava a Jato, depois do PT. Não é a toa que a credibilidade da nova gestão foi atingida, mesmo porque boa parte do “novo” Ministério já serviu os governos Lula e Dilma Rousseff.
O Brasil, então, entrou numa sinuca de bico. Com Dilma voltando, teremos o caos com a falta de governabilidade já que não tem respaldo do Congresso e o País vai se enterrar mais ainda. A atual coalizão governista não inspira confiança com os puxadinhos do PMDB e legendas claramente fisiológicas como o PSD. Mas então o que fazer?
Neste momento, enquanto a justiça vai depurando o cenário político com prisões e afastamentos das raposas felpudas, é preciso se pensar na economia e geração de empregos. Milhões voltaram para a linha de pobreza, milhões já estão passando fome então não será brigando na rua para ver quem tem razão na questão do impeachment - ninguém tem, é uma briga sem mocinho – que vamos resolver as coisas. Mas nos resta confiar e apoiar a nova equipe econômica, já que estamos no mesmo barco.
A necessária renovação

Nunca na história política de Porto Velho se vê tão necessária a renovação dos quadros da Câmara de Vereadores. Num cenário, no qual cada vez mais o crime organizado vai se infiltrando na política, todo cuidado é pouco e os representantes que foram presos - mas estão soltos e exercendo os mandatos – já correm trecho pela reeleição, e pelo menos três com boas chances de emplacar um novo mandato.
Aquela máxima de Ribamar Araujo, “diga não as forças do mal” é mais do que necessária. A influência dos empresários ligados as negociatas e até ao narcotráfico tem crescido e já está bem além do Legislativo local.
Vejo nomes entrando na vida pública disputando cargos pela primeira vez como Antonio Ocampo, Ary Gurjão, Ivo Benitez, Juscelino Amaral, entre outros, como opções para melhorar o nível de nosso combalido Legislativo. O eleitorado precisa ficar bem atento para não facilitar a vida do crime organizado já detentor de centenas de cargos comissionados espalhados por tantos órgãos públicos, em troca do financiamento de campanha de candidatos corruptos.
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