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Carlos Sperança

A ERA TEMER - Por Carlos Sperança


A ERA TEMER - Por Carlos Sperança  - Gente de Opinião

A era Temer

Ao meio do PIB despencando, começa a era Temer e de mais um governo do PMDB oriundo de situações dramáticas na vida brasileira. Na primeira vez, com a morte de Tancredo Neves, na segunda com o impeachment de Fernando Collor e a posse de Itamar Franco e agora, numa grave crise política e econômica, Michel Temer assume a titularidade substituindo a petista Dilma Roussef, cassada mais pelo conjunto da obra do que pelas suas pedaladas fiscais.

O PMDB mostrou que negocia até a mãe para chegar ao poder. Até a cassação da petista foi negociada, permitindo a adversária sobrevida, lhe garantindo os direitos políticos, alterando o rito constitucional que a deixaria oito anos fora de disputas eleitorais.

Irmãos siameses em corrupção e ladroagem, o PT e o PMDB dividiram o butim durante treze anos no poder. Percebendo uma beirinha – o autoritarismo de Dilma perante o Congresso – para tirar os petistas da jogada, as raposas felpudas do PMDB se juntaram a pilantras tucanos e Democratas ressentidos pelas seguidas derrotas presidenciais impostas pelas mentiradas do Lulapetismo para juntos tomar de assalto o Palácio do Planalto.

Mas deu tempo ainda, antes de Michel Temer se encastelar no Planalto, ao PMDB dar um cala boca aos petistas que aceitaram em bloco como uma vitória: a preservação dos direitos políticos de Dilma.


A estimativa IBGE

A estimativa 2016 do IBGE não altera muito o ranking populacional das principais cidades da Amazônia e em território rondoniense o estudo mostra uma disputa entre Cacoal e Vilhena pela terceira posição. Manaus segue como a grande metrópole da região Norte já superando o numero de habitantes de capitais importantes, agora com menor densidade, como Curitiba (PR), Recife (PE) e Porto Alegre (RS).

Na Amazônia temos uma peleja palmo a palmo pela terceira colocação, já que Belém mantém a segunda posição demográfica na região. Trata-se dos números envolvendo Porto Velho, agora com 511 mil habitantes, contra Ananindeua (PA) que até o ano passado suplantava a capital rondoniense, com 510 mil almas.

Em Rondônia alguns municípios continuam mantendo boas taxas de crescimento, casos de Vilhena, Espigão do Oeste, Buritis, Machadinho do Oeste e Porto Velho. Cidades de pequeno porte como Candeias do Jamari, São Miguel do Guaporé e Alta Floresta também espicham, mas os municípios com melhor infra-estrutura urbana ainda são Vilhena e Cacoal.

As projeções de maior crescimento ao final desta década são direcionadas a Vilhena, no Cone Sul rondoniense, e Machadinho do Oeste, ante a perspectiva da construção da Usina Hidrelétrica de Tabajara.


Os jogos de azar

Ganha corpo no Congresso Nacional, entre os congressistas, a volta dos jogos de azar abolidos pela influência da igreja em décadas passadas. Entendem-se como jogos de azar o funcionamento de cassinos, bingos, jogo do bicho e vídeo de jogos, conforme o projeto de Le que tramita no Senado, retirado da pauta dos trabalhos no inicio de agosto a pedido do senador Fernando Bezerra (PSB-PE).

Conforme o relator da matéria o projeto esta sendo avaliado pelos senadores que ainda debatem a proposta original com representantes da Policia Federal e do Ministério Púbico Federal com o objetivo de aperfeiçoar e aprimorar o texto.

Autor do projeto, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) concorda com o adiamento da votação e as tentativas de atingir um denominador comum, – que deve ocorrer nos próximos dias –mas, solicitou urgência na votação da sua proposta.No entanto, de julho para cá, só agora os entendimentos avançaram para a votação, ao meio de criticas de parlamentares contrários a medida, como é o caso do senador Magno Malta (PR-ES), um dos líderes da bancada evangélica, que é frontalmente contrario a legalização dos jogos e anunciou publicamente que sua disposição de trabalhar para que a matéria não seja aprovada em plenário.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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