Quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023 - 08h22

Quem
tem boa memória sabe que o presidente Joe Biden, na campanha eleitoral
americana, enchia a boca para prometer um bilhão de dólares para a causa
climático-ambiental. Por isso foi decepcionante a oferta dos EUA de doar
irrisórios US$ 50 milhões (R$ 261 milhões) ao Fundo Amazônia. A míngua anunciada
fica mais evidente quando só um dos vários pacotes de gastos dos EUA com a
inútil guerra da Ucrânia somou fartos US$ 3 bilhões.
Será
que o povo americano prefere estender uma guerra sem sentido a garantir um meio
ambiente melhor e um clima protegido para a humanidade? Biden seria mais
generoso se o Brasil lhe vendesse pelo também irrisório dobro desse valor posições
contrárias à China e à Rússia. O custo seria matar os BRICs, com prejuízos incalculáveis,
sem a garantia de que pelo menos um naco maior do tal bilhão de dólares viria. Mais
uma vez o óbvio: ou os países se dobram aos EUA ou enfrentam seus truques e
pressões. No caso do Brasil, sua opção natural é apoiar os EUA em seus esforços
pela democracia, mas jamais meter o nariz em assuntos de nações soberanas.
Sem
botar preço no pacote brasileiro, mas de acordo com o pesquisador Bráulio Lopes,
da Fundação Getúlio Vargas, zerar o desmatamento da Amazônia e do Cerrado até
2030 aumentaria o PIB mundial em até US$ 240 bilhões – o que faz dos 50 milhões
de Biden uma esmola comparada com a fortuna gasta na guerra.
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Pesos pesados
Os
favoritos para as eleições municipais do ano que vem em Porto Velho, Ji-Paraná
e Cacoal podem enfrentar pesos pesados em condições de vitória nas pelejas de
2024. Em Porto Velho, a favoritíssima Mariana Carvalho (Progressistas) com as
bênçãos do prefeito Hildon Chaves e do governador Marcos Rocha, poderá ter como
oponente o ex-deputado federal Leo Moraes (Podemos), um peso pesado em disputas
eleitorais. Em Ji-Paraná, com toda certeza, o prefeito Esaú Fonseca (MDB) deverá
ter como seu maior adversário o ex-prefeito Jesualdo Pires (PSB) em busca de
reabilitação política. Em Cacoal, o prefeito Adailton Fúria, terá pela frente a
ex-deputada Jaqueline Cassol.
Em Porto Velho
Na
capital, na jornada 2024, tudo indica uma campanha com polarização já aberta entre
Mariana e Leo Moraes e é em torno destes dois nomes que a maioria das forças
políticas deverão se aglutinar. Temos um verdadeiro pelotão de inspetores de
quarteirão se lançando candidatos a prefeito no intuito de serem indicados
vices de Mariana ou de Leo Moraes. Esta disputa inclusive poderá azedar as relações
do Prédio do Relógio e do Palácio Rio Madeira com Moraes, que pode até perder a
indicação ao Detran se não apoiar Mariana, a ungida chapa branca. Será que ele
se conforma em ser vice de Mariana? Nem vice de Cassol aceitou...
A polarização
Embora
tenha nomes mais robustos para disputar o Palácio Urupá, sede da prefeitura de
Ji-Paraná, a capital da BR também terá uma corrida ao Executivo municipal
polarizada entre o prefeito Esaú Fonseca e o ex-prefeito Jesualdo Pires, que é
apoiado por Expedito Junior. Lá, ao contrário da capital, existe risco de rolar
uma terceira via, pois além de Laerte Gomes, o deputado mais votado da região,
existe o nome de Afonso da Mabel um jovem político emergente, entre outros
nomes tradicionais da política local. Lá muita gente também colocando nome em
evidência para se tornar candidato a vice dos candidatos de ponteira.
Asas crescidas
Se
tem um político com as asas crescidas em Rondônia é este jovem prefeito de Cacoal
Adailton Fúria e se jogarem mais uns gravetos para o lado dele, disputa até o
governo do estado. Elegeu o vice Cassio Goes a deputado estadual, quase
emplacou a esposa Joliane a federal e larga com o peito estufado, feito um
pombo, na disputa pela reeleição pelo Palácio do Café. Sua principal antagonista
em Cacoal, cidade que tem vocação para matriarcado político, é a ex-deputada federal
Jaqueline Cassol, presidente estadual do PP, com apoio doe ex-governador Ivo Cassol,
seu mano. O bicho vai pegar!
Em Ariquemes
No
município de Ariquemes se vê apenas um nome em condições de barrar a prefeita
Carla Redano da reeleição. Trata-se do delegado e ex-prefeito Thiago Flores, eleito
recentemente deputado federal. Mas ele é aliado da prefeita e do ex-presidente
da Assembleia Legislativa Alex Redano. Então sobraria o clã Follador para entrar
na parada, já que o clã Amorim já não consegue eleger ninguém por lá algum
tempo e o senador Confúcio Moura, cacique em toda região do Vale do Jamari, não
deixou uma cria política com vitamina suficiente para a disputa 2024.
Via Direta
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em Porto Velho. A medida visa reduzir apagões em bairros que até pouco tempo
atrás eram repletos de ligações improvisadas, muitas até com arame farpado ***Na
atualização do Plano Diretor de Porto Velho não pode ser esquecida a expansão
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espera de infraestrutura.
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