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Carlos Sperança

Os deputados federais são prevalecidos nas pelejas ao Palácio Tancredo Neves


Os deputados federais são prevalecidos nas pelejas ao Palácio Tancredo Neves - Gente de Opinião

O Apocalipse

Se o juízo prevalecer, a desastrosa polarização ideológica será vencida pelo chamado império da lei, limitando as disputas por poder ao debate respeitoso das ideias, submisso às normas consagradas e à decisão soberana dos eleitores. Não respeitar o veredito das urnas por despeito ou inconformismo significa não respeitar as leis e traz desonra, por levar ao golpismo e atrapalhar a conquista de mercados para nossos produtos.

Mas há uma polarização impossível evitar: o embate ambiental entre os salvacionistas e os apocalípticos. Os primeiros acreditam que os acordos internacionais, o bom senso e a união de governos e povos em torno de objetivos humanitários vão salvar o planeta. Os apocalípticos preferem entregar os pontos: consideram o mundo já condenado a virar um inferno de fogo, do qual só se salvarão os escolhidos: os milionários que comprarem lugares nas naves que os levarão ao céu (o espaço) até conseguirem criar ambientes livres de guerras e destruição – o paraíso.

Os apocalípticos estão no ataque. Nem todos são ingênuos crentes, teóricos da conspiração ou temem castigos alienígenas. Também há cientistas profetizando desgraças. Há pouco, trocando os sofisticados equipamentos científicos pelo furor visionário das pitonisas, o físico austríaco Heinz von Foerster disse que o ano fatal será 2026. Se ajudar os salvacionistas a intensificar suas ações, a humanidade com certeza vai agradecer o aviso.

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Eleições em PVH

Para o caro aldeão entender as guinadas entre a esquerda e a direita nas eleições municipais em Porto Velho, vamos fazer um rápido retrospecto. A primeira eleição a prefeito da capital, na era Rondônia estado, ocorreu em 15 de novembro de 1985. A polarização foi entre dois ex-deputados federais: o ex-guerrilheiro do MR- 8 Jeronimo Garcia de Santana (PMDB), a esquerda, e Francisco Chiquilito Erse (PFL), na centro direita. Rondônia vinha das eleições gerais de 1982 com vitória esmagadora da direita, prevalecendo o PDS, o partido governista.

Primeira guinada

Neste primeiro pleito a prefeitura de Porto Velho já ocorreu a primeira reviravolta. Com o MDB no poder (Tancredo/Sarney) e a tal aliança democrática, ocorreu a troca de governador no estado (assumiu Ângelo Angelim) que deu um jeitinho de afastar do PFL da aliança, que virou oposição local. Com a máquina na mão, a esquerda se sagraria vitoriosa, elegendo o primeiro prefeito pelo voto direto na capital rondoniense, na era estado, Jerônimo Santana. Diante da polarização Jeronimo/Chiquilito, os demais candidatos pontuaram pouco, sendo José Neumar (PT), Heitor Costa (PDT), José Adelino (PDS). Na época não existia segundo turno nestas bandas.

Prevalecendo federais

O resumo da primeira eleição é para lembrar como tem prevalecido os deputados federais nas pelejas ao Palácio Tancredo Neves,  e as guinadas entre a direita e esquerda. Vejam alguns casos, com Chiquilto (em 1988) a direita, José Guedes (em 1992) centro esquerda, depois Chiquilito/ Carlinhos Camurça a direita, Mauro Nazif a esquerda. A rigor apenas Roberto Sobrinho na esquerda e Hildon Chaves a direita, não foram deputados federais, mas surpreendo os adversários favoritos. Vejam que no pleito 2024 voltam a prevalecer grande número de deputados federais e ex-federais: Em 2024 Mariana Carvalho e Leo Moraes são ex-federais, Fernando Máximo e Cristiane Lopes, atuais federais. Todos a direita.

Uma alternância

Além de muitas zebras, temos uma alternância entre a direita e a esquerda na capital rondoniense desde os primórdios do estado. A esquerda sempre é protagonista de surpresas, mesmo a direita contando com postulantes poderosos, mas sendo derrotada, como foi o caso da vitória de Roberto Sobrinho, que saiu do zero de intenções de votos para ser eleito e reeleito. Uma verdadeira façanha, como a vitória de Hildão, que se tornou outra grande zebra. Portando, mesmo a esquerda local desmoralizada, desunida, e esmagada pela direita nos últimos anos, tem lá algumas chances.

Frentão de esquerda

Mas para ter alguma chance na eleição de 2024, enfrentando poderosos candidatos do bolsonarismo conservador, a esquerda começa rascunhar um frentão unindo todas as suas forças. Sendo unida e os conservadores divididos, o candidato escalado pela esquerda poderá ter alguma chance, numa eleição onde estão despontando como os maiores nomes Fernando Máximo (União Brasil), Mariana Carvalho (Republicanos), Leo Moraes (Podemos) e Cristiane Lopes (União Brasil). Lembrando que repleta de filósofos e pensadores, a esquerda tem sido desunida nos últimos pleitos.

Via Direta

*** Estou vendendo o peixe pelo preço que me venderam:  o ex-deputado federal Leo Moraes (Podemos) teria acertado composição de apoio a Fernando Máximo, na peleja do Prédio do Relógio, indicando o deputado estadual Alan Queiroz como vice. Será? *** Os estaduais têm tradição como vices, vide casos de Tomás Correia vice de Jeronimo Santana e Amizael Silva, vice de Chiquilito Erse *** Excelente estrategista, o senador Marcos Rogério (PL) promete surpresas e um candidato competitivo em Porto Velho no PL. Estou quebrando a cabeça para tentar descobrir o coelho que ele tem na cartola ***Começa a batalha pela indicação do vice de Mariana...

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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