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Carlos Sperança

O crescimento do PIB rondoniense e Marcelo Cruz deve tomar todo cuidado com o MDB


O crescimento do PIB rondoniense e Marcelo Cruz deve tomar todo cuidado com o MDB - Gente de Opinião

A meta é reindustrializar

Sempre que se realiza a primeira edição de um fórum, no encerramento é da tradição que os participantes fixem metas e marquem para o próximo a apresentação de relatório sobre o sucesso na conquista de cada objetivo. Realizado em outubro de 2021 na capital paraense, o Fórum Mundial de Bioeconomia já deu vários filhotes, o primeiro deles a criação da Estratégia de Bioeconomia do Pará, anunciada já durante a promoção.

Uma das mais recentes consequências do FMB vem de ser anunciada pela Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), encarregada de promover um levantamento para mapear a situação da bioeconomia no país.

O trabalho está em andamento e sua conclusão está prevista para setembro, quando certamente o Brasil e o mundo terão a oportunidade de avaliar melhor a importância da Embrapii, sobretudo considerando que a superação do negacionismo, irmão da omissão e da incompetência, implica uma ação indutora do Estado para promover a reindustrialização.

Não adianta esbravejar contra o Estado, minimizá-lo até minguar e depois e aparecer com uma bronca do tamanho das Lojas Americanas, empurrando o prejuízo nas costas da “viúva”.  Se o Brasil espera que cada um cumpra seu dever, como clamava o almirante Barroso, que o Estado também cumpra o seu, plantando com a bioeconomia os alicerces da retomada industrial.

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O crescimento

 Governo Marcos Rocha (União Brasil) segue uma tendência de crescimento do PIB rondoniense, proeza que vem desde o primeiro governo Ivo Cassol (PP) e seguiu nas duas gestões do governador Confúcio Moura (MDB), que ainda detém o recorde de crescimento, algo em torno de 11 por cento. O mérito de Rocha, o que demonstra uma gestão eficiente, é manter o ritmo de crescimento do estado em plena pandemia quando os indicativos econômicos caíram sensivelmente até nos estados industrializados. Por coincidência os três governadores com índices favoráveis na economia se reelegeram no estado.

Primeiro pelotão

A disputa pela prefeitura de Porto Velho no ano que vem já tem um primeiro pelotão formado. São nomes em condições de galgar o segundo turno, numa disputa previsivelmente difícil de se resolver em turno único. São os ex-deputados federais Mariana Carvalho (Progressistas), Leo Moraes (Podemos), a deputada federal Cristiane Lopes (União Brasil), o deputado federal Fernando Máximo (União Brasil) e o deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa Marcelo Cruz se encaminhando para se filiar ao MDB. Os demais possíveis candidatos vão ter que suar para quebrar a polarização iniciada.

Presentes de grego

O ano de 2023 veio com vários presentes de grego. No plano nacional, o aumento da gasolina que aumentou quase R$ 1,00 em Porto Velho. Na esfera municipal, a tarifa de transporte coletivo mais cara do país e agora um brutal reajuste no Imposto Predial e Territorial Urbano-IPTU. Os adversários do prefeito Hildon Chaves vão aproveitar estes indicativos quando ele tentar se eleger governador em 2026. O desgaste também vai ter consequência ao seu apoio à candidatura da deputada federal Mariana Carvalho (Progressistas) que até agora era considerada a favorita para conquistar o Prédio do Relógio no ano que vem. Com isto, não é mais favorita.

Todo cuidado é pouco

O jovem presidente da Assembleia Legislativa Marcelo Cruz deve tomar todo cuidado com o MDB, partido que tenta coopta-lo para disputar a prefeitura de Porto Velho. É um partido rachado e com suas divisões internas já arruinou a eleição de Maurão Carvalho ao governo do estado, de Valdir Raupp ao Senado e Marinha Raupp a Câmara dos Deputados. O convite de Lucio Mosquini não é garantia nenhuma de legenda para Marcelo Cruz disputar o Prédio Relógio. Se quiser ser mesmo candidato pelo MDB a prefeito precisa exigir o controle total, de toda a composição dos convencionais do Diretório Municipal.

Racha bolsonarista

Os bastidores bolsonarista tem como certo que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficará inelegível para o pleito presidencial de 2026. Com isto, o segmento atualmente conta com quatro possíveis candidatos à sucessão de Lula: a esposa do ex-presidente Michele, os governadores de São Paulo Tarcísio de Freitas (Progressistas) e de Minas Gerais Romeu Zema (PL) e o ex-ministro da justiça, senador Sérgio Moro. Ainda tem o general Mourão, ex-vice-presidente eleito senador pelo Rio Grande do Sul nas paradas. O racha facilita as coisas para o governo que aí está se manter no poder.

Via Direta

*** A economia de Porto Velho derrapou nos meses de janeiro e fevereiro. As reclamações foram generalizadas sobre o movimento no comércio lojista *** Do mercado imobiliário que encolheu, ao shopping com as vendas retraídas, nas lojas de materiais de construção, o início do ano foi dolorido. Acredita-se em reações a partir de agora, quando o inverno amazônico começa a ceder *** O Censo 2022 atingiu apenas 90 por cento da população e seus resultados serão divulgados em abril ante grande expectativa dos municípios prejudicados com a contagem *** Em Rondônia são pelo menos 26 municipalidades se queixando dos resultados que vão ocasionar perdas no recebimento de recursos do bolo tributário a União Neste olho do furacão está Porto Velho também com perdas. 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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