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Carlos Sperança

Mundo assustado + Disputa feroz + A polarização de candidatos + Briga ao Senado


Mundo assustado + Disputa feroz + A polarização de candidatos + Briga ao Senado - Gente de Opinião

Mundo assustado

China e Cuba se queixarem de boicotes dos EUA ou o Brasil reclamar de concorrentes agrícolas até serve aos nacionalistas internos, mas ninguém no mundo liga para isso: enquanto não houver boas regras para o comércio internacional nem a ONU recuperar o papel de arbitragem universalmente aceita, governos e empresas farão tudo para vencer os concorrentes. O agro de ponta do Brasil percebeu que reclamar dos concorrentes é atirar no pé. Nas complexas relações mundiais, sobretudo com as nações populosas e ricas, há mais clientes que concorrentes.

Reclamar da Europa e da China, clientes ávidos por produtos brasileiros, nem é ingenuidade: é falta de juízo. Por conta disso é preciso verificar quais são os pontos fracos de nossas relações comerciais e os pontos a fortalecer. Os mais fracos são o meio ambiente e democracia frágeis, sempre sob ataque. Sem sinais claros de que o meio ambiente é protegido, ganhar e manter clientes será uma tarefa hercúlea. Enquanto as instituições e a Constituição continuarem diariamente atacadas por interesses de seita será difícil garantir que o Brasil é livre e democrático.

Além do agronegócio poderoso, o Brasil está prestes a despejar no mundo uma enxurrada de produtos sustentáveis procedentes da bioeconomia. Com melhores regras comerciais, combate ao drama climático e afirmação da nossa democracia o mundo terá um olhar menos assustado para o Brasil no futuro.

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Disputa feroz

Num quadro de múltiplas alternativas, com previsível fragmentação de votos sinalizando a existência de um pleito em dois turnos, a eleição 2022 em Rondônia aos poucos vai evidenciando a presença de dois ex-governadores, Ivo Cassol (PP) e Confúcio Moura (MDB). Os únicos que foram eleitos e reeleitos, o dois únicos que deixaram o segundo mandato para se eleger senadores. E no quadro de candidaturas que aí está, podem ser considerados favoritos para polarizar a peleja e conquistar as duas vagas ao segundo turno. Largam léguas na frente da concorrência.

A polarização

Para que outros candidatos considerados competitivos ao CPA, como o seu atual inquilino governador Marcos Rocha que pleiteia a reeleição e o líder bolsonarista, senador Marcos Rogério (DEM) tenham algumas chances na disputa 2022 em Rondônia, o primeiro passo é quebrar a polarização inicial entre Ivo contra Confúcio. Avariar as asas destes dois andarilhões é preciso para sustar suas propulsões. Independente das definições, cassolistas e confucionistas já se olham torto de Praia do Tamanduá a Planalto São Luís. Ivo é o maior favorito também para o segundo turno, mas Confúcio está cansado de quebrar asas de favoritos!

Briga ao Senado

Empolgante também se prevê uma peleja ao Senado, onde o bolsonarista Bagatolli (PSL), líder do agronegócio em Rondônia já está em campo. Tem no seu rastro o ex-senador tucano Expedito Junior (PSDB-Rolim de Moura), o ex-senador Amir Lando (Porto Velho) o ex-senador Valdir Raupp (MDB-Rolim), a ex-senadora Fátima Cleide (PT-Porto Velho), o atual senador Acir Gurgacz (PDT-Ji-Paraná), atual ocupante da cadeira, o deputado federal Leo Moraes (Podemos-Porto Velho). É um cenário de quebrar a cabeça tal a fragmentação dos votos em vista da regionalização das candidaturas.

As tendências 

Configurando-se o quadro das candidaturas ao Senado acima, admite-se algumas tendências. Leo Moras é o franco favorito na capital, Acir Gurgacz em Ji-Paraná e cercanias, Bagatolli no Cone Sul. Só que Raupp tem votos em todo estado e numa dobradinha com Confúcio, se agiganta no Vale do Jamari. Expedito tem uma média sensacional nos pequenos e médios municípios e o apoio de Hildon Chaves e Marcos Rogério. Fátima Cleide tem o carimbo de Lula, de novo numa crescente. Amir Lando a pose de estadista. Mas vence quem fizer melhor seu dever de casa, ganhando bem em suas bases e beliscando com eficiência alguma coisa nos redutos dos adversários.

A imigração

Preocupa a situação dos imigrantes brasileiros capturados na travessia ilegal para os Estados Unidos através da fronteira com o México. Centenas de rondonienses fizeram este trajeto, guiados por “coiotes”, ao custo de R$ 15 a R$ 25 mil cada e muitos deles não deram mais notícias para suas famílias preocupadas com a situação, já que tantos foram vítimas de golpes e abandonados no meio do deserto. As autoridades da imigração estadunidense não aliviam e agem duramente como ocorria na Era Trump. Quem consegue passar a fronteira dá boas notícias as famílias: uma empregada doméstica, com faxinas, chega a ganhar R$ 15 mil, um operário da construção civil um pouco mais

 

Via Direta

*** Com o trafego voltando a normalidade em Porto Velho multiplicam-se os acidentes com motos e ciclistas *** Não é a toa que o Pronto Socorro João Paulo II não está dando conta da demanda de tantas vítimas com pernas quebradas que também buscam socorro com  próteses nas Irmãs Marcelinas *** A Secretaria dos Direitos Humanos do Amazonas começou  na semana passada a campanha denominada Coração Azul para combater o tráfico de pessoas e o trabalho escravo *** Os recursos alocados pela LDO –a Lei de Diretrizes Orçamentárias para a pavimentação da BR-319 foram considerados insuficientes para a restauração da rodovia *** Mesmo assim o  DNITT já  desenvolve esforços em vários trechos da estrada que foi tão deteriorada durante o inverno amazônico *** Em Porto Velho o governo do estado está erguendo muros mais altos do que em presídios nas escolas para conter ladrões e traficantes.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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