Sexta-feira, 6 de outubro de 2023 - 08h15

Diante
da seca enfrentada no Norte do país, em confronto com as destruidoras enchentes
no Sul, é preciso compreender melhor as causas dos fenômenos para preveni-los e
compensá-los. A noção de que proteger a Amazônia significa salvar o mundo do
apocalipse climático é muito difundida, mas não é exatamente uma verdade
completa. O manejo sustentável da floresta é fundamental para a salvação do
planeta, mas o mundo terá que fazer a sua parte para completar as peças do
quebra-cabeça.
No
caso da piora da seca na Amazônia, cientistas do Inpa, Inpe e Centro Nacional
de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, vinculados ao Ministério da
Ciência, Tecnologia e Inovação, observaram que ela se deve à combinação de fenômenos
climáticos alheios à realidade regional que reduzem a formação de nuvens e decretam
menos chuvas na região.
Ocorre
a combinação de dois terrores climáticos: um, o El Niño, no Pacífico; outro, o
aquecimento do Atlântico Tropical Norte. As pesquisas indicam que as
temperaturas mundiais batem recordes, aquecem os oceanos e exigem políticas
globais para o clima. Cada país focar apenas o próprio território não vai
funcionar. Ventos, tempestades, água morro abaixo e fogo morro acima não pedem
permissões. Se a democracia não vencer esta batalha, o monstro autoritário
fascista que se agigantou há um século voltará com mais sede ao pote.
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Dragagem no Madeirão
A
anunciada dragagem no Rio Madeira, pelo vice-presidente Geraldo Alckmin só é
válida no percurso no rio no vizinho estado do Amazonas. As obras devem começar
em 15 dias, ao custo de R$ 100 milhões na região do Tabocal, entre Manaus e o
município de Itacoatiara. Serão necessários 45 dias para a retirada de
sedimentos, desmontar os bancos de areia para possibilitar o transporte com
aumento de cargas pela hidrovia. Ao todo os serviços de dragagem serão
executados em12 quilômetros, onde se encontra o ponto mais crítico para a
navegação.
Sistema prisional
Na
falta de ações do governo federal e dos legisladores no Congresso Nacional
durante décadas para melhorar o sistema prisional no País, o Supremo Tribunal
Federal-STF determinou aos governos estaduais criar um plano para melhorar a
situação nos presídios no Brasil. É um verdadeiro desafio para os governadores
numa situação que a própria esfera federal não tem conseguido atingir bons
resultados e muito pelo contrário, os presídios brasileiros se transformaram em
escritórios do crime organizado, tomados pelas facções criminosas existentes nos
cadeiões.
A imigração
Em
mais uma medida tomada para conter a imigração, Portugal acabou com isenção
fiscal a partir de agora para aposentados estrangeiros. Durante algum tempo a
medida funcionou para ativar a economia do País, mas diante de grande procura
de algumas nacionalidades – brasileira e inglesa por exemplo – a coisa
exorbitou. Além disto, a União Europeia reclama da imigração brasileira, que se
aproveita de passaportes obtidos em Portugal possibilitando investidas dos
imigrantes para os demais países, principalmente para Espanha, Inglaterra, Itália
e França.
Pela autonomia
Tendo
em vista as eleições municipais do ano que vem, as lideranças distritais buscam
apoio para a emancipação de Extrema. Jacy-Paraná e União Bandeirantes. Precisam
ser mais atentas a legislação, já que a autonomia dos distritos não depende da Assembleia
Legislativa, mas sim da Câmara dos Deputados que bloqueou a criação de novos
municípios na década passada depois de uma farra emancipacionista e aumentando
as exigências econômicas e demográficas. Para se ter uma ideia, existem distritos
com mais de 100 mil habitantes pelo Brasil afora que não conseguiram a independência
Pobre Amazonia
Com
a estiagem agravada nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia, a região
amazônica padece ainda com o desmatamento, queimadas, grilagem de terras, o
avanço dos carteis do narcotráfico da Bolívia, Peru e Colômbia e os presídios
de Rio Branco, Porto Velho e Manaus, apinhados de traficantes, com a escalada
da criminalidade na região Norte. É realmente uma situação das mais
ameaçadoras, um barril de pólvora prestes a explodir, uma bomba relógio já com
a contagem regressiva e uma população apreensiva com as consequências deste
coquetel explosivo.
Via Direta
*** Com o calor intenso as contas de
energia da Energisa e de água pela Caerd estão chegando mais caras aos pobres
consumidores de Porto Velho ***Os cientistas falam que a estiagem em Rondônia,
Acre e Amazonas deve se prolongar até janeiro, o que significa desgraceira para
as nossas minguadas economias *** Acompanhando
tantos recursos federais anunciados para as enchentes no Rio Grande do Sul e
seca no Amazonas, fico lembrando que tanta coisa foi garantida para Porto Velho
no desastre natural da cheia em 2014 e até agora nadica de nada *** Infelizmente
também outros estados que foram alvo de grandes tragédias foram calotetados *** Mas dinheiro para obras superfaturadas
sempre está sobrando...
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