Segunda-feira, 23 de dezembro de 2024 - 08h01

Foi
uma longa operação: 136 horas de voo, cobrindo 89 mil km, equivalente a duas
voltas na Terra, entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, a 14 quilômetros de
altitude, condições necessárias para um grupo internacional de pesquisadores
descobrir como funciona a formação de chuvas na Amazônia.
Trabalho
conjunto entre a Universidade Goethe de Frankfurt e o Instituto Max Planck de
Química, da Alemanha, com os brasileiros Inpe, Inpa e USP, sob a coordenação do
pesquisador Dirceu Herdies, o estudo apontou que “a Amazônia tem uma simbiose
de complexos mecanismos e importantes fenômenos que agem dentro de um sensível
equilíbrio do ecossistema”.
A
complexidade da operação com que a natureza forma as chuvas amazônicas envolve
diversos fatores, alguns pequenos ou invisíveis, requerendo condições ideais
entre o dia e a noite para acontecer regularmente. Bagunçar esse delicado
arranjo natural com devastação, queimadas e envenenamento do ar, terra e águas
causa desequilíbrio climático e, em consequência, afeta a regularidade das
chuvas.
Conhecer
bem como elas se formam ajudará a preservar as condições ideais e combater os
fatores de desequilíbrio em benefício do clima global. O nacionalismo é bom
quando valoriza as características de um país, mas a natureza desconhece
fronteiras e globaliza o clima sem pedir licença a governos.
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Um colapso
Com
muitos municípios paranaenses e catarinenses entrando em colapso pela falta de
mão de obra para tocar cooperativas, laticínios, a indústria da construção
civil, os sulistas estão recorrendo ao recrutamento de trabalhadores em Rondônia,
Acre, sul do Amazonas e Pará. Neste final de ano centenas de domésticas, pedreiros,
carpinteiros, pintores, ajudantes gerais, cabelereiras e operários dos outros segmentos,
atendentes de supermercados e padarias se transferiram para estes dois estados.
Em Porto Velho, com toda esta diáspora, já faltam operários para alguns
segmentos.
Um fenômeno
Este
fenômeno de falta de mão de obra que rola no sul do País começa a causar
aflição também em Rondônia. As faculdades estão formando centenas de médicos,
por exemplo, e eles não ficam por aqui. A maioria vai buscar melhores salários
no interior de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Formandos
de outras faculdades, como dos cursos de Direito, Administração se recusam a trabalhar
de atendentes, ou outros serviços considerados braçais. Com isto estão migrando
para os Estados Unidos, Inglaterra, Portugal, Espanha e Itália.
A previdência
E com
as famílias brasileiras cada vez mais reduzidas, pois as mulheres agora só
pensam em engravidar depois dos 30 anos, privilegiando suas carreiras e outras adotando
cãezinhos da moda (que chamam de meu bebê...) e os jovens formados caindo fora
do País, pergunta-se como ficará a situação da Previdência Social em Rondônia e
no pais nos próximos anos? O índice de envelhecimento está cada vez maior, bem
como a longevidade. Se vê homens beirando e passando dos 80 anos, perfeitamente
lúcidos e com saúde de ferro. A situação da Previdência preocupa.
Grande despedida
O
prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, começa a se despedir do cargo, e sem
dúvidas vai deixar saudades. Deixa o prédio do Relógio, com festividades
natalinas jamais vistas por aqui, principalmente no Parque da Cidade, que
acabou se transformando numa atração turística. Se despede com a conclusão da
nova rodoviária, uma obra marcante da sua administração com recursos da municipalidade
e de emendas parlamentares, além das reformas da Estrada de Ferro Madeira
Mamoré. Um exemplo de competência e governança, depois de um início pífio,
apupado durante os invernos amazônicos. Um prefeito que cumpriu integralmente
suas duas gestões.
Mais investimentos
O
governador de Rondônia Marcos Rocha anuncia novos investimentos para manter a
segurança e a paz social no estado. Um segmento onde a atual gestão falhou
muito, O crime organizado tomou conta do estado e o aparelhamento da segurança
pública não consegue conter os arrombamentos nos estabelecimentos comerciais e
sequer resolver o problema de furtos de cabos elétricos nas residências e nos postes
de ruas e avenidas ou nos logradouros públicos. Nas madrugadas em Porto Velho
se vê os ladrões arrombando lojas nos centros comerciais das Avs. 7 de Setembro,
Jatuarana e Amador dos Reis levando o butim nas costas. Temos casas depenadas em
todos os quadrantes da capital rondoniense.
A preocupação
E
tratando-se de segurança pública, a população e Porto Velho tem mais uma
preocupação neste final de ano. Trata-se das saidinhas dos presidiários, uma
“premiação” concedida pela justiça. Numa cidade onde centenas de foragidos
perambulam pelas ruas – de viciados e traficantes a estupradores, de latrocidas
a feminicidas – a saidinha dos presos é mais um motivo de preocupação. Uma
temeridade. Muitos voltam a assaltar, arrombar residências causando graves
prejuízos. Uma situação que vem se prolongando e sem solução, já que a coisa depende
de deputados federias e senadores no Congresso, muitos deles com o rabo preso
com a criminalidade.
Via Direta
***Com o tráfico de drogas e os garimpos
ilegais tomando conta de Rondônia, Acre e Amazonas, já são quase 1000 pistas de
pousos clandestinas identificadas na Amazonia Legal *** Cobra-se da ANAC,
através do MPF, mais ação no combate a esta lamentável situação, já que o crime
organizado tomou conta do pedaço também nos modais de transportes terrestre e
fluvial *** Os últimos dias de funcionamento
do terminal rodoviário provisório na região do porto Cai N’água em Porto Velho tem
sido de suplicio para os passageiros e funcionários *** A estrutura provisória
não consegue atender as demandas de sanitários, acomodação em bancos e para
piorar abundam os drogados e ladrões nas proximidades É coisa de louco!
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