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Carlos Sperança

Dinheiro íntimo + Cenário no estado + A polarização em Ariquemes + Em pé de guerra


Dinheiro íntimo + Cenário no estado + A polarização em Ariquemes + Em pé de guerra - Gente de Opinião

Dinheiro íntimo

Existe a “nova política”? A julgar pelas operações policiais que apanham malfeitores ligados tanto à “velha” quanto à “nova”, ficou difícil distinguir entre elas. Em 2018, na campanha eleitoral, supunha-se que a velha seria sinônimo de corrupção. A nova iria castigar os corruptos e instaurar a moralidade, mas já se viu que a corrupção não tem a ver com a idade da política: vem das más ações dos eleitos em qualquer data.

Achava-se que a velha política gerava corrupção porque presidentes, governadores e prefeitos formavam coalizões oferecendo favores em troca de governabilidade. O novo seria não formar coalizões com caciques partidários, governando com bancadas temáticas (bíblia, bala, boi), mas isso não funcionou.

A realidade, para desilusão de quem acreditava em um tempo de moralidade vitoriosa, é a continuidade das más práticas. Uma enxurrada de dinheiro em cuecas, armários e transações em dinheiro vivo mostra a razão das tentativas de liquidar a democracia, acabar com a Operação Lava Jato e fechar o STF: eram manobras para deixar campo aberto aos malfeitos.

Por ora, venceram os princípios embutidos na Constituição, com o sistema de pesos e contrapesos que poda os excessos de cada poder, excelente vacina contra o vírus que leva poderosos a querer muito mais, emparedando, engavetando ou vestindo dinheiro como se fossem complementos de roupas íntimas.

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Cenário no estado

A coluna dedica nesta edição ao cenário das eleições municipais 2020 em alguns dos principais municípios rondonienses, no aguardo de pesquisas mais recentes em Ji-Paraná, onde as melancias ainda estão se acomodando no caminhão, depois da substituição do candidato Marcito Pinto (PDT). Na capital e principal polo regional do estado, Hildon Chaves (PSDB) e Vinicius Miguel (Cidadania) caminham para um possível segundo turno, tendo no seu rastro Cristiane Lopes (PP) e Lindomar Garçon (Progressistas).

A polarização

Em Ariquemes, o terceiro maior colégio eleitoral do estado, o prefeito Thiago Flores desistiu do seu projeto de reeleição e a coisa começou embolada entre o ex-deputado estadual Tziu Jidaias (Solidariedade), a vereadora Claudia Redano (Progressistas) e o vice prefeito Lucas Folador (DEM). Interessante a campanha por lá, porque ainda não se firmou uma polarização, existe um equilíbrio de forças até agora entre as três postulações.

Em pé de guerra

Bravo como onças do Vale do Guaporé, o empresário Jayme Bagatoli –aquele que quase tirou a cadeira ao Senado de Confúcio no pleito de 2018 ao Senado – entrou em pé de guerra com o prefeito de Vilhena Eduardo Japonês (PV) e já trabalha para chutá-lo do poleiro da sede do governo municipal. O capo dos postos Catarinense e do agronegócio começa a demarcar território no Cone Sul visando as eleições 2022. Ao governo? Ao Senado?

De braçadas

Depois da prisão da prefeita de Cacoal Glaucioni (MDB) e do seu marido Daniel Nery, o deputado estadual Fúria está nadando de braçadas para a conquista do Palácio do Café, sede do governo municipal de Cacoal. Amigos da mandatária enjaulada queriam ela disputando a reeleição mesmo presa, mas a justiça não permitiu. Na verdade ela e seu bando queriam negociar acordos de apoio a algum outro candidato. Não querem largar o osso.

O Bolsonarismo

Com uma das maiores aprovações nas capitais ao presidente Jair Bolsonaro, fica difícil explicar porque os candidatos a prefeitura de Porto Velho na sua aba não deslancharam ainda. A explicação até agora é da existência de um racha do segmento, pois existem muitos militares postulantes com a bandeira do presidente. Talvez mais adiante o presidente e seus filhos abracem alguma candidatura por aqui. Vamos ver se a onda Bolsonaro garante algum afilhado no segundo turno.

 

Via Direta

*** O aumento do IPTU em Vilhena deu o que falar neste ano e entra como tema de campanha dos oposicionistas ao prefeito Eduardo Japonês *** Com seguidos vendavais em Porto Velho as casas de materiais de construção se locupletaram, assim como os estabelecimentos que comercializam calhas nos telhados *** Os recursos do fundo eleitoral tem sido objeto de divergências entre os candidatos a prefeito e a vereança na capital rondoniense *** Ocorre que alguns postulantes majoritários só pensam no próprio umbigo, abandonando suas chapas a vereança *** Por este motivo e falta de decolagem dos seus candidatos  a prefeitura de Porto Velho, muitos postulantes a vereança estão virando a casaca, buscando respaldo de outros candidatos majoritários  *** E haja confusão torcida brasileira. 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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