Quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024 - 08h00

A Amazônia
está no epicentro da nova economia mundial, defende Andrea Pampanelli,
especialista em sustentabilidade e integrante do Instituto Brasileiro de
Governança Corporativa. Não é novidade, como também o petróleo não era novidade
há seis mil anos. No entanto, o ouro negro nunca havia sido fonte de grandes
riquezas até Edwin Drake perfurar o primeiro poço, em 1859.
Um
mergulho nas lendas da floresta mostra que o lago Amacu tinha uma ilha coberta
de xisto micáceo, material que Alexander von Humboldt apontou como causador de
forte brilho ao ser iluminado pela luz do sol, dando a ilusão de riquezas aos
europeus. Tal ilusão deu origem a outras duas: a cidade de Eldorado, toda feita
em ouro maciço, e a fonte da juventude.
Passadas
a limpo, as lendas encerram uma verdade que se for compreendida vai representar
o mesmo que o poço petrolífero pioneiro de Drake. O xisto micáceo é um item da
biodiversidade amazônica. O famoso biopirata francês Charles-Henri de la
Condamine estudou o lago Amacu, mas não se encantou com o brilho. Preferiu a
realidade – e ela estava na biodiversidade.
Vindo
para estudar se a Terra era redonda ou achatada nos polos, a borracha lhe apareceu
porque observou a realidade. Não passou à história pelo óbvio de a Terra ser um
pouco chata, mas por antever a riqueza oculta na floresta. A Amazônia é o
epicentro da economia mundial e quem entender bem isso vai enriquecer.
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A reconciliação
Alguns
emedebistas falam que já ocorreu uma reconciliação entre o senador Confúcio
Moura e o senador Valdir Raupp, rompidos desde as convenções de 2018, quando o
evento acabou em pancadaria. Mas até agora não se viu sequer imagens deles
abraçados, pulando cirandinha em encontros do partido pelo interior do estado.
Acredito no entendimento porque é da conveniência de Confúcio, que tudo indica
será candidato ao governo estadual em 2026, e de Valdir Raupp que sinaliza sua
volta as pelejas, possivelmente disputando uma cadeira ao Senado em dobradinha
com El Carecon.
Reconhecimento
Na peleja contra o
poderio das empresas aéreas que reduziram os voos e aumentaram geometricamente
o preço das tarifas em Porto Velho, devemos reconhecer que o prefeito Hildon
Chaves foi o único político que tomou providencias de forma mais concreta para reverter
o triste cenário vigente. Enquanto que os demais políticos ficaram na conversa
fiada – me refiro de vereador a senador e ao governador – Hildão encarou a
briga processando as empresas infratoras. Nosso alcaide sempre tem se
posicionado, mesmo nas situações mais aflitivas e isto faz a diferença dele com
os políticos populistas.
Corrida aberta
Está
aberta entre os candidatos a prefeito de Porto Velho a corrida pelo apoio dos
irmãos Bolsonaro e da ex-primeira dama Michele para a eleição em primeiro turno
em 6 de outubro. Nas primeiras articulações, se constata a postulante dos
Progressistas, Mariana Carvalho, a frente dos demais candidatos bolsonaristas,
a saber, Fernando Máximo, Cristiane Lopes e Leo Moraes. Com o presidente
Bolsonaro em alta, o apoio do clã é consideravelmente importante para aqueles
que disputam as eleições municipais. Tem uma variante, no entanto: e se o PL, Partido
do presidente lançar candidatura própria na capital, como fica a coisa?
Eleições 2024
A
lógica sinaliza uma polarização em Porto Velho entre Mariana Carvalho (Progressistas)
e Fernando Máximo (União Brasil). No entanto, recentes pesquisas nacionais,
mostram uma outra situação. Nos municípios, haverá pouca influência dos
expoentes nacionais Bolsonaro e Lula, prevalecendo as rivalidades tribais
locais. A tendência verificada nas últimas sondagens mostra a possibilidade de
prefeitos populares, caso Hildon conseguir mandar para o segundo turno seu
ungido. A surpresa da pesquisa, é que o nome considerado mais antagonista do
prefeito ter boas chances também de atingir o segundo turno. Este nome em Porto
Velho seria Leo Moraes (Podemos).
Pau canta
O
fato é que, o que se vê nos bastidores
por enquanto é uma briga bolsonarista em Porto Velho. O pau vai cantar na moleira
de Fernando Máximo e Mariana Carvalho. Lembrando que a campanha começa
oficialmente por aqui só quando aparecem as primeiras pesquisas fajutas e muita
lama no ventilador dos expoentes da disputa. Por enquanto não tivemos ainda
jogadas abaixo da cintura, mas elas virão, com certeza. A tradição das campanhas
a prefeito na capital rondoniense é de ataques sanguinários aos QGs dos
inimigos. Quem sabe, com tudo isto, não aparece uma terceira via?
Via Direta
*** As mudanças climáticas vieram para
valer. Vide o que ocorre no Acre, até poucas semanas alvo de uma seca atroz e
agora com 17municípios, inclusive a capital Rio Branco, enfrentando enchentes *** Também se vê os
rios em Rondônia subindo no interior do estado e o nosso Rio Madeira já mostrando
novas subidas a cada dia. Já estou de cabelos em pé *** O setor hoteleiro de Porto Velho clama por um Centro de Convenções
na capital rondoniense como forma de atrair mais eventos de negócios e
movimentar o comercio nos bares e restaurantes *** Excelente proposta do vereador
Alex Palitot para a revitalização do centro histórico de Porto Velho. Vamos ver
se o próximo prefeito faz alguma coisa.
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