Sexta-feira, 21 de maio de 2021 - 08h42

Quando
tem seu sono perturbado, diz a lenda indígena, a Cobra Grande se contorce com
raiva e forma o rebojo, que os cientistas explicam como o redemoinho resultante
da pressão da correnteza sobre formações específicas situadas no leito do rio.
São
duas explicações para um mesmo fenômeno, com a ciência apenas referendando a
lenda. Não há controvérsias nem troca de insultos entre guerrilhas midiáticas e
digitais. Na política, entretanto, cada seita cria uma lenda própria para
parecer diferente e positiva, demonizando os adversários, que por sua vez
engendram uma lenda em sentido contrário.
Fora
das lendas, a ciência política sempre aponta que cada uma, chegando ao poder,
comporta-se mais ou menos da mesma forma. Sai a lenda da campanha eleitoral,
entra o feijão com arroz da gestão. No Império, a polarização acontecia entre
luzias (liberais) e saquaremas (conservadores). O pragmático senador Holanda
Cavalcanti disse ao imperador Pedro II que “nada mais se assemelha a um
saquarema que um luzia no poder”.
Fenômeno
óbvio neste ano sem eleições, a polarização entre o bolsonarismo e o lulismo expõe
duas “Cobras Grandes” formando rebojos simultâneos que procuram arrastar para
seu lado do rio parcelas do Centrão, a verdadeira fonte do poder em Brasília.
Caberá aos eleitores o papel de “cientistas” para decidir qual das duas Cobras
Grandes vai sobrar no rio a partir de 2022.
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Crateras lunares
No Vale
do Guaporé, a chiadeira é enorme no tocante as crateras lunares formadas ao
longo da BR-429, que liga a região central, desde Presidente Médici até Costa
Marques, na fronteira com a Bolívia, passando por São Miguel e São Francisco as
cidades mais populosas da região. Diante de tantas reclamações, o Dnitt
informou as lideranças políticas regionais que a recuperação do trecho mais
atingido pelo rigoroso inverno amazônico já está sendo licitado e as obras
serão iniciadas logo em seguida. Mas quando caras-pálidas?
Alas tucanas
O
PSDB está dividido entre duas grandes alas. Uma ligada ao ex-senador Expedito
Junior e outra ao atual comando, com a deputada federal Mariana Carvalho.
Ocorre que os dois grupos têm visões diferentes sobre as eleições do ano que
vem. Expedito, que é possível candidato ao Senado, tem compromisso de apoiar
Marcos Rogerio (DEM) ao governo e numa chapa neste sentido indicaria a deputada
Mariana para vice numa tentativa de composição. O outro lado tucano, está atrelado
a candidatura ao governo do prefeito Hildon Chaves, que não desiste do seu
objetivo. Acredita-se que seja a bola da vez.
Prévias tucanas
Uma
porção dos tucanos já defende prévias no partido para decidir se a sigla
fechará com Marcos Rogério ao governo, Mariana vice e Expedito ao Senado, ou
candidatura própria com Hildon Chaves, pilotando uma coalizão que iria do PSDB,
PR, Solidariedade e mais meia dúzia de siglas da sua base aliada. A articulação pode estourar de uma outra para outra
implodindo o pacto de paz entre Hildon Chaves e Marcos Rogério.
Sinuca de bico
E o
MDB está numa sinuca de bico para escolher sua chapa ao governo e ao Senado. Os
nomes mais ventilados ao governo são do senador Confúcio Moura, do ex-presidente
da Assembleia Legislativa Maurão de Carvalho e do deputado federal Lucio
Mosquini. Confúcio afirma nos bastidores que está fora, Maurão assegura que vai
disputar a Assembleia Legislativa e Lucio Mosquini desistiu do projeto o
governo vai à reeleição e tenta viabilizar uma aliança com outras legendas. Ao
Senado, Valdir Raupp tem grande apoio do partido.
Em Lebrãolópolis
É
grande a expectativa em São Francisco, conhecida também como Lebrãolópolis, a
capital das propinas, quanto aos resultados da apuração da Comissão de Ética da
Assembleia Legislativa sobre o caso do deputado federal Lebrão flagrado e filmado
recebendo mensalão de empreiteira. A população local quer o ressarcimento dos recursos
destinados a ex-prefeita Gislene e ao parlamentar para reforçar a merenda
escolar, além dos gargalos da saúde e da educação. Mas pelo que se sabe o dinheiro
das propinas já tomou doriu.
Via Direta
*** Segue a deportação de imigrantes
brasileiros ilegais nos Estados Unidos *** Os primeiros aviões lotados já desembarcaram
no País, incluindo alguns rondonienses que tinham conseguido atravessar a
fronteira mexicana pelo Rio Grande ***
Mesmo com a deportação, centenas de rondonienses continuam a saga migratória
com o apoio dos chamados “coiotes” para os Estados Unidos *** Coisa de
loco: pai e filha, do clã Amorim, condenados a devolver dinheiro púbico em Ariquemes.
Muitos ex-prefeitos que desviaram recursos em nosso estado ainda seguem impunes
***O ex-presidente da Assembleia Legislativa
Neodi Carlos (Machadinho do Oeste) é cogitado para disputar uma cadeira a Câmara
dos Deputados no ano que vem. O Vale do Jamari, como se vê, deve aumentar sua
representatividade nesta temporada.
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