Porto Velho (RO) segunda-feira, 25 de maio de 2020
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Economia

É preciso atenção à economia


É preciso atenção à economia  - Gente de Opinião

Há, hoje, no ambiente político brasileiro uma terrível (e preocupante) falta de diálogo e de moderação. O próprio presidente Bolsonaro, que manifestou, corretamente, seu desacordo com a paralisação total da economia, no mesmo discurso, atacou, sem necessidade, os governadores, o que, obviamente, criou uma polarização desnecessária sobre um dado econômico incontestável: a suspensão das atividades de serviços e de quase todo o comércio é motivo sim de imensos problemas. Especialistas em Economia que já se manifestaram afirmam que, só com o tempo em que ficamos sem atividade econômica a depressão será maior do que a da crise de 2008. Também não foi um espetáculo digno de se ver, na reunião dos governadores, o governador de São Paulo, Doria, foi, visivelmente, crítico ao presidente e recebeu de volta, como é o estilo de Bolsonaro, uma resposta rude e descortês. Descortesia contra descortesia, aliás, num momento em que havia necessidade de encontrar formas de cooperação. Entretanto, não se pode deixar de ter em mente que, no enfrentamento ao Covid-19, a responsabilidade última é de Bolsonaro. O próprio governo de São Paulo, por meio da justiça, conseguiu o adiamento dos pagamentos de sua dívida com a União por seis meses utilizando o pretexto da pandemia. O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, por exemplo, pede que a União repasse dinheiro para o estado, de vez que não teria como pagar sua folha depois de maio. E o Brasil não é o Reino Unido nem os Estados Unidos. Sua situação fiscal e financeira já era deficitária. Como ficará com a economia parada e sem arrecadar impostos? Quando Bolsonaro quer a volta da atividade econômica, de fato, está pensando em 38 milhões de brasileiros que não tem renda sem trabalho, nos problemas de falência das empresas e no aumento enorme do desemprego. Antevê que, com a economia parada, podemos ter o caos, com as pessoas desesperadas fazendo saques e, inclusive, daqui a pouco, nem o governo federal tendo como pagar seus funcionários. Esta é uma realidade cruel e possível daqui a pouco. Por esta razão, aliás, o  governador Marcos Rocha liberou da  quarentena, em novo decreto, as lotéricas; os serviços funerários; os laboratórios de análises clínicas; o comércio de produtos agropecuários; Pet shops; Obras e serviços de engenharia; Hotéis e hospedarias; Escritórios de contabilidade; Materiais de construções e restaurantes à margem das rodovias. É uma forma de diminuir os danos econômicos. Também o prefeito de Porto Velho (RO), Hildon Chaves (PSDB) apresentou as medidas para conter os impactos econômicos prorrogando por 90 dias o vencimento do ISS, o IPTU e a taxa de lixo para 60 dias, pedidos de Alvarás do setor hoteleiro para 30 dias, certidões negativas para 90 dias, alvarás da vigilância sanitária e ambiental para 60 dias. São medidas que merecem elogios, mas, não resolve ainda os problemas das pessoas que não tem renda. A paralisação da economia é um sim um grave problema com repercussões econômicas muito profundas e seus efeitos não podem ser desprezados. Temos, é ponto pacífico, de cuidar do coronavírus, mas, não podemos, para isto, desorganizar o sistema econômico, falir empresas, desempregar pessoas, deixar pessoas em quarentena sem ter o que comer. O momento é de pensar em soluções e buscar caminhos e não de alimentar a fogueira das vaidades.

 

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