Terça-feira, 9 de junho de 2026 - 15h27

O deputado estadual
Delegado Camargo (Podemos) apresentou um requerimento cobrando do Governo de
Rondônia um diagnóstico completo sobre a situação dos servidores que atuam na
saúde pública estadual. A iniciativa busca apurar se hospitais, unidades de
urgência e emergência, serviços especializados, laboratórios, farmácias,
regulação, transporte sanitário e demais setores da rede estão funcionando com
equipes suficientes para garantir atendimento regular à população.
A cobrança ocorre em meio às constantes reclamações sobre dificuldades
enfrentadas por pacientes que dependem da rede pública. Para o parlamentar,
antes de qualquer discurso sobre melhoria na saúde, o Estado precisa mostrar
com clareza quantos profissionais estão trabalhando, onde estão lotados, quais unidades
apresentam déficit e quais medidas estão sendo tomadas para evitar prejuízos no
atendimento.
No requerimento, Delegado Camargo solicita informações detalhadas sobre o
número de servidores efetivos, temporários, comissionados, cedidos e
terceirizados em atuação na Secretaria de Estado da Saúde. O deputado pede que
os dados sejam apresentados por unidade administrativa, unidade hospitalar,
setor, município, cargo, especialidade, função, jornada e vínculo funcional.
O parlamentar também quer saber quais unidades vinculadas à
Sesau apresentam déficit formal de profissionais. O Governo deverá
informar o quantitativo ideal de servidores, o número atualmente existente, o
déficit apurado, os cargos mais afetados, os critérios técnicos utilizados para
dimensionar a força de trabalho e as providências adotadas para recomposição
das equipes.
Um dos pontos centrais da cobrança é a existência de cargos efetivos vagos na
saúde estadual. Camargo pede que o Executivo informe, por carreira, cargo,
especialidade, município e unidade de lotação, quantos cargos foram criados,
quantos estão providos, quantos seguem vagos e quantos estão eventualmente
ocupados por servidores temporários ou por outros vínculos precários.
O requerimento também cobra explicações sobre o uso de contratos temporários na
saúde. O deputado quer saber quantos contratos estão vigentes, em quais
funções, em quais unidades, desde quando, por qual prazo, com qual fundamento
legal e mediante qual justificativa administrativa. A preocupação é verificar
se atividades permanentes do Estado estão sendo sustentadas por vínculos
temporários sucessivos ou convocações emergenciais recorrentes.
Delegado Camargo também questiona se há contratações temporárias sucessivas,
renovações reiteradas ou manutenção prolongada desses vínculos na área da
saúde. Para o parlamentar, a contratação temporária pode ser utilizada em
situações excepcionais, mas não deve substituir, de forma ordinária e
prolongada, a recomposição do quadro efetivo por meio de concurso público.
Outro ponto cobrado é a existência de concursos públicos vigentes, em
andamento, previstos ou em fase de planejamento para reforçar o quadro efetivo
da Sesau. O deputado solicita cronograma, estudos preparatórios, autorizações
administrativas, estimativa de vagas, cargos contemplados e previsão
orçamentária. Também são solicitadas informações sobre processos seletivos
simplificados em andamento ou previstos.
A sobrecarga dos profissionais da saúde é outro foco do requerimento. Camargo
pede dados sobre jornadas extraordinárias, plantões extras, banco de horas,
adicionais de serviço extraordinário, absenteísmo, licenças médicas,
afastamentos por saúde, readaptações e adoecimento ocupacional entre servidores
nos anos de 2024, 2025 e 2026.
O Governo também deverá informar quais unidades registraram maior volume de
plantões extras, horas extraordinárias, afastamentos, licenças médicas ou
substituições emergenciais. O objetivo é identificar quais setores estão mais
pressionados, quais cargos são mais afetados e quais providências estão sendo
adotadas para reduzir a sobrecarga das equipes.
No documento, o deputado questiona ainda se há unidades funcionando com número
de profissionais inferior ao mínimo definido em normas internas, parâmetros
técnicos, escalas assistenciais, contratos de gestão, recomendações
administrativas ou diretrizes de segurança assistencial. Camargo quer saber
quais unidades estão nessa situação e quais medidas foram adotadas pelo
Governo.
A cobrança também busca identificar possíveis impactos da falta de
profissionais na qualidade do atendimento. O requerimento pergunta se há
levantamento sobre tempo de espera, regularidade das escalas, funcionamento de
leitos, realização de procedimentos, exames, cirurgias, consultas, atendimento
ambulatorial, regulação e demais serviços prestados pela rede estadual.
Delegado Camargo também quer saber se existe risco de descontinuidade, redução,
atraso ou limitação de serviços de saúde por insuficiência de pessoal. Caso
haja risco, o Governo deverá indicar quais unidades, setores ou serviços podem
ser afetados e quais medidas emergenciais estão sendo tomadas para evitar
prejuízos à população.
O requerimento ainda cobra informações sobre setores que dependem de forma
recorrente de plantões extras ou convocações emergenciais para manter o
funcionamento regular. Nesses casos, o deputado pede que o Estado informe os
valores gastos com essas medidas e a justificativa administrativa para a adoção
desse modelo.
Na justificativa, Camargo ressalta que a saúde é um direito fundamental e um
serviço público essencial. O parlamentar argumenta que o atendimento adequado
não depende apenas de prédios, equipamentos, contratos ou orçamento, mas também
de profissionais suficientes, qualificados, bem distribuídos e submetidos a condições
adequadas de trabalho.
Para o deputado, a ausência de servidores efetivos, a dependência excessiva de
vínculos temporários e a sobrecarga das equipes podem afetar diretamente a
qualidade do atendimento, a segurança assistencial, a regularidade dos
plantões, o funcionamento dos leitos, a tramitação de procedimentos e a
execução de serviços especializados.
O requerimento também questiona se o Governo recebeu recomendações,
notificações, apontamentos ou determinações do Tribunal de Contas, Ministério
Público, Defensoria Pública ou outros órgãos de controle sobre déficit de
pessoal, contratação temporária, jornada de trabalho, qualidade do atendimento
ou continuidade dos serviços de saúde.
Como presidente da Comissão de Fiscalização e Controle, Delegado Camargo afirma
que o objetivo é obter dados oficiais, completos e documentados para que a
Assembleia Legislativa, os órgãos de controle e a sociedade possam acompanhar a
real situação da saúde estadual.
Para Camargo, a população precisa saber se existe planejamento orçamentário e
financeiro para recompor equipes, reduzir a dependência de vínculos precários,
melhorar as condições de trabalho, reforçar setores críticos e garantir maior
estabilidade aos profissionais que atuam na rede estadual.
A cobrança reforça a atuação do deputado na fiscalização da saúde pública em
Rondônia. Delegado Camargo tem defendido que o Estado trate a área com
prioridade, transparência e responsabilidade, valorizando os profissionais,
fortalecendo as unidades e garantindo atendimento digno aos rondonienses que
dependem do serviço público.
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