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Política - Nacional

Ex-diretor administrativo da Assembleia Legislativa vai permanecer preso




O pedido de prorrogação da prisão temporária do ex-diretor administrativo da Assembleia Legislativa do Paraná (AL-PR), José Ary Nassiff, foi aceito na tarde desta quarta-feira (12). A solicitação do Ministério Público Estadual foi deferida pelo juiz substituto da Vara de Inquéritos Policiais (VIP), Aldemar Sternadt.

Nassiff foi preso no último sábado (8), quando foi deflagrada a operação Ectoplasma II, organizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Além dele, outras oito pessoas foram presas durante a ação do MP, no entanto, elas acabaram liberadas depois de prestarem depoimento às autoridades.

Outros dois ex-diretores da Assembleia - Abib Miguel (diretoria-geral) e Cláudio Marques da Silva (diretoria de pessoal) – também continuam detidos. Abib Miguel, conhecido como “Bibinho” teve a prisão preventiva decretada pela Justiça para não prejudicar as investigações. Silva foi preso em flagrante por porte ilegal de arma na operação Ectoplasma I, realizada no último dia 24. “Entendemos necessária que essas pessoas fiquem presas para que as investigações continuem e tenham êxito”, afirma o coordenador do Gaeco, o promotor Leonir Batisti.

Os três são acusados de participar de uma organização criminosa que utilizava laranjas e funcionários fantasmas para desviar dinheiro público da Casa. Eles e o servidor João Leal de Matos foram denunciados criminalmente e vão responder na Justiça pelos crimes de formação de quadrilha, peculato (crime contra a administração pública), lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Contratações irregulares de servidores teriam gerado um prejuízo de cerca de R$ 13 milhões. Abib Miguel e João Leal de Mattos foram denunciados 1.182 vezes por cometerem o crime de desvio de dinheiro público. O número se refere à quantidade de depósitos feitos pela Assembleia nas contas de funcionários fantasmas. As irregularidades podem render aos suspeitos uma pena que varia de 42 anos a 297 anos de prisão.

Veja todas as denúncias feitas pelo jornal Gazeta do Povo sobre os Diários Secretos da Assembleia Legislativa.

Fonte: Gazeta do Povo

 

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