Terça-feira, 9 de junho de 2026 - 09h20

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) instaurou procedimento
preparatório para apurar possíveis falhas administrativas na organização dos
Jogos Escolares de Rondônia (JOER) 2026. A medida foi adotada pela 18ª
Promotoria de Justiça de Porto Velho após denúncias sobre atrasos na condução
de processos necessários para a realização da competição, o que pode comprometer
a participação de estudantes rondonienses nos Jogos Escolares Brasileiros
(JEBs), previstos para setembro deste ano, em Brasília.
O procedimento foi instaurado nesta segunda-feira (8/6) pela Promotora
de Justiça Joice Gushy Mota Azevedo. A investigação tem como objetivo apurar
possíveis danos aos estudantes atletas e verificar a existência de ineficiência
administrativa na condução dos processos relacionados à realização do JOER
2026.
Entre os investigados estão gestores da Secretaria de Estado da Educação
(Seduc) ligados à área de esporte escolar e educação. O MPRO busca identificar
as circunstâncias que levaram à readequação do calendário oficial da
competição.
Segundo os documentos analisados pelo Ministério Público, houve
alteração no calendário do JOER em razão da necessidade de adequações
administrativas e procedimentais relacionadas à execução do evento. O MPRO
destaca que a demora na adoção das medidas necessárias pode impedir a
realização dos jogos em prazo compatível com a classificação dos atletas para
os Jogos Escolares Brasileiros.
A apuração também considera informações de que processos relacionados à
contratação de arbitragem e alojamento estariam em tramitação há mais de um
ano, com períodos de paralisação, mesmo diante dos riscos para os estudantes
participantes.
Histórico de problemas
O Ministério Público registrou que situação semelhante ocorreu em 2025,
quando houve denúncia sobre o adiamento da fase estadual dos Jogos Escolares de
Rondônia. Na ocasião, a indefinição do calendário também poderia afetar a
participação da delegação estadual na competição nacional.
De acordo com a portaria, o atraso recorrente exige aprofundamento das
investigações para evitar novas falhas administrativas que possam prejudicar
estudantes e escolas envolvidas na competição.
Medidas determinadas
Entre as providências adotadas, o MPRO requisitou à Seduc informações
sobre os motivos da alteração do calendário e sobre as ações tomadas para garantir
a realização do JOER em tempo adequado. Também foi determinada a análise dos
processos administrativos e licitatórios relacionados ao evento.
A investigação busca esclarecer se houve erros na gestão dos
procedimentos e verificar eventual responsabilidade dos agentes públicos
envolvidos.
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