Porto Velho (RO) sexta-feira, 23 de abril de 2021
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Vacina: mutirão já!


Vacina: mutirão já! - Gente de Opinião

As vacinas continuam chegando a nosso estado em quantidades cada vez maiores, porém a velocidade da campanha de vacinação está longe de ser a ideal.

Nada é mais definitivo para controlar uma pandemia que a vacinação em massa. Já temos vacinas seguras e eficazes contra o novo coronavírus há alguns meses.  Infelizmente, ainda estamos longe de tê-las em número suficiente, mas, a cada dia surgem boas notícias que denotam que esse problema será minimizado brevemente. Todavia, não se tem observado, até agora, agilidade suficiente em aplicá-las na população. Enquanto isso, o número de contaminados aumenta assustadoramente, assim com os casos graves e mortes.

Não é concebível deixar de administrar imediatamente as vacinas quando disponíveis. Horas de atraso, fazem muita diferença. Daí a necessidade inquestionável de que seja iniciado, em todo Brasil, um mutirão onde a vacinação deve ser feita 24 horas por dia, todos os dias da semana. Nada, absolutamente nada, justifica que não seja assim. Basta perceber a tragédia que estamos vivenciando e os prognósticos sombrios que estão sendo feitos: as mortes por covid-19 já são mais de 330 mil no Brasil, e estudo da Universidade de Washington prevê que teremos cerca de 100 mil este mês — em Rondônia, estamos nos aproximando são 4.500 mortes.  O que será preciso saber, além disso, para substituirmos o comportamento tartaruga que domina nosso país por uma atitude de guepardo?

O prefeito de Porto Velho informou que adquiriu 400 mil doses; o governador do estado, 1 milhão. Cabe a pergunta:  temos estrutura pronta e organizada para fazer chegar essas vacinas, o mais rápido possível, ao braço das pessoas quando aqui chegarem? Pelo que divulgam essas autoridades, em cerca de um mês e meio isso é possível. Porém, como já dispomos de um número razoável de doses recentemente chegadas do Ministério da Saúde, o mutirão deve começar desde logo, com mais pontos fixos e móveis de vacinação, com um verdadeiro batalhão de vacinadores (basicamente, basta que saibam aplicar as vacinas e registrar o procedimento), trabalhando em diversos turnos, sem parar.

Ou a vacinação em massa para que possamos atingir a imunidade de rebanho (coletiva), ou mais doentes, muito mais, e muitas, muitas mortes. Quem ainda não percebeu esse óbvio, ante a tantas informações e fatos que aí estão, é um alienado.

Sem um mutirão vacinal já, se escaparmos da morte pela covid-19, corremos o risco de morrer de raiva por tudo de errado que aconteceu nesta pandemia. 

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